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As comidas que criam os puns mais mortíferos, segundo a ciência

Cientistas descobriram os alimentos que cortam o fedor — e os que pioram a situação

Por Helô D'Angelo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
26 out 2016, 13h12 • Atualizado em 19 set 2019, 19h07
  • O assunto pode até não cheirar muito bem… Mas um grupo de cientistas da Universidade de Monash, na Austrália, decidiu produzir um estudo sério sobre peidos.

    A pesquisa acaba com uma série de lendas sobre a origem dos puns fedidos, e traz algumas dicas valiosas se você é daqueles que vive com medo de soltar um matador no elevador do trabalho. A grande responsável pelo cheiro de morte, segundo o estudo, é a proteína — mas só quando ingerida em excesso.

    Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram a composição do cocô de sete participantes saudáveis. Parte deles tinha uma dieta rica em proteínas (ovos, carne, leite) e o resto comia carboidratos (pães, cereais) ou fibras (vegetais, frutas, legumes).

    Os cientistas fizeram isso porque já sabiam de antemão que os puns mais fedorentos têm um composto específico: o sulfeto de hidrogênio, que transforma qualquer peido em uma bomba mortífera, daquelas que nem o dono consegue cheirar sem fazer careta. O estudo foi focado em perceber quais dietas estimulavam a produção dessa substância.

    Nos cocôs de quem comia mais proteínas, a concentração do composto era sete vezes maior do que aqueles que tinham dietas ricas em carboidratos.

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    Já quem ingeria muitas fibras ficava ali no meio – era mais “venenoso” que a turma do carboidrato, mas tinha uma produção de sulfeto de hidrogênio 75% menor do que a turma da proteína.

    A conclusão é simples: a dieta do “frango com batata doce para ficar monstrão” pode até ajudar a construir músculos para quem frequenta a academia, mas também cria os peidos mais fedorentos que o seu nariz já sentiu. E, claro, sua avó estava certa — vegetais, frutas e legumes fazem bem para o seu intestino.

    Não é que as fibras e os carboidratos acabem com o problema — na realidade, esses nutrientes aumentam o número de puns, porque contribuem para a fermentação das bactérias intestinais, cujo produto são gases (é só pensar no quanto você peida quando come feijão, lentilha, vagem…).

    Só que a maioria dessas flatulências não tem um cheiro tão forte, já que as fibras absorvem a água do intestino, o que dificulta bastante a produção de sulfeto de hidrogênio pelas bactérias.

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