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Alzheimer pode estar atrelado ao vírus da herpes

Um estudo encontrou vírus da herpes em quantidades duas vezes maiores em cérebros de pessoas com Alzheimer — e a descoberta está gerando controvérsia

Por Felipe Sali
22 jun 2018, 17h32 • Atualizado em 1 ago 2022, 18h05
  • Alzheimer é uma doença cada vez mais comum — quase 44 milhões de pessoas no mundo convivem com ela e as projeções da OMS dizem que, em 2030, 75 milhões serão afetados pelo mal. Uma das razões que torna o tratamento tão difícil é que ainda não existe um consenso sobre a causa do declínio cognitivo. Sabemos que há um aumento de uma proteína chamada beta-amiloide e que a presença de outra substância, a proteína Tau, prejudica os neurônios, mas ainda não desvendamos quais fatores desencadeiam esses processos. Agora, podemos ter encontrado um suspeito inesperado: o vírus da herpes.

    Um estudo publicado na revista especializada Neuron reuniu pesquisadores do mundo todo constatou que dois subtipos do vírus da herpes (HHV-6A e HHV-7) foram encontrados no cérebro de pacientes de Alzheimer em níveis até duas vezes maiores do que os encontrados no tecido cerebral de pessoas que não têm a doença. A descoberta foi quase por acidente. Quando os resultados das pesquisas começaram a apontar para esse lado, os cientistas estavam procurando por genes humanos que fossem mais ativos nos estágios iniciais do Alzheimer. A novidade foi recebida com ceticismo pela equipe, que realizou os mesmos testes em três outros bancos de cérebros (centros que colecionam tecidos cerebrais para serem estudados) antes de publicarem o estudo.  

    Isso não quer dizer que há uma suspeita de que o Alzheimer seja, de alguma forma, contagioso. Os vírus encontrados não são os mesmos que causam herpes labial, mas formas mais comuns que quase todo mundo carrega e que não costumam causar problemas. A teoria ainda é bastante controversa e os cientistas estão divididos sobre essa relação de causa e consequência.Os pesquisadores estão divididos entre duas possibilidades: 1)gatilho 2)vulnerabilidade). Ou seja, se o vírus é um gatilho ativo da doença ou se os cérebros de pessoas que já estão no caminho do Alzheimer são apenas mais vulneráveis à infecção.

    Culpado ou inocente, o fato é que o vírus está lá e só esse fato abriu novas portas para estudos que tentam desvendar um mistério onde já ocorreram centenas de tentativas fracassadas. A luta contra o Alzheimer está só começando.

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