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28 plantas medicinais: dos poderes às contraindicações

Documento inédito cataloga os fitoterápicos mais comuns no Brasil e promete dar fôlego e respaldo à classe dos produtos naturais

Por André Biernath, de Saúde
6 fev 2017, 16h18 •
  • Medicamentos feitos a partir de folhas, sementes, cascas, frutos e flores são sucesso de crítica e público há milênios e constituem parte importante da cultura de diversos povos. Quando pensamos no Brasil, a coisa toma uma proporção assustadora: nosso país possui a maior flora do planeta, com mais de 43 mil espécies descritas. “Dessas, 10 mil têm algum potencial terapêutico“, estima a nutricionista Vanderli Marchiori, presidente da Associação Paulista de Fitoterapia.

    Apesar de tanta riqueza, políticas de incentivo a essa classe costumavam ser escassas por aqui. Mas as coisas começaram a mudar nos últimos dez anos, quando o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e introduziu 12 fármacos do gênero no Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa é uma importante estratégia de atenção ao indivíduo e de inclusão social”, acredita o médico Renato Alves, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do ministério.

    Para dar continuidade ao trabalho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de lançar o Memento Fitoterápico, obra que reúne informações científicas de 28 plantas medicinais. “Até então, não existia um documento oficial que orientasse o profissional de saúde a prescrevê-las”, conta o farmacêutico José Carlos Tavares, coordenador do comitê que redigiu o artigo e professor da Universidade Federal do Amapá.

    A iniciativa ganhou elogios. “A publicação expande o conhecimento na área e valoriza a sabedoria popular”, afirma o farmacêutico César Augusto Caneschi, da Fundação Presidente Antônio Carlos de Ubá, em Minas Gerais.

    A ideia é que o material, disponível no site da Anvisa, também quebre preconceitos que pairam sobre os fitoterápicos. Há quem diga, por exemplo, que as plantas são inofensivas, não acarretam efeitos colaterais e não servem para confrontar doenças mais sérias. Não é por aí. “Elas carregam substâncias que podem tratar uma série de problemas.

    Porém, se usadas de maneira errada, causam, sim, reações adversas”, chama a atenção a bióloga Maria Thereza Gamberini, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

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    Portanto, seu uso deve ser feito com responsabilidade e sob orientação médica, como é praxe entre os remédios sintéticos convencionais. Evite feiras e barracas de rua que vendem garrafadas e outros itens do gênero. “Procure estabelecimentos onde trabalhe um profissional da saúde como o técnico farmacêutico”, sugere o bioquímico Carlos Rocha Oliveira, coordenador da Pós-Graduação em Fitoterapia e Produtos Naturais da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

    Abaixo, mapeamos as 28 espécies que integram o documento. Se bem indicadas, elas podem prestar serviço em diversos contextos que assolam o corpo e a mente – de queimadura a ansiedade e colesterol alto.

    Raízes fortes

    A parte da planta que absorve os nutrientes da terra é matéria-prima de uma porção de fitoterápicos

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    Sementes em cápsula

    Elas podem germinar a solução para três problemas de saúde bastante comuns

    Do talo à folha

    Da lista elaborada pela Anvisa, há apenas um fitoterápico que é fabricado a partir da planta inteira

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    Entre flores e frutos

    Suas qualidades vão muito além de gosto, aroma e beleza: eles podem conter substâncias com potencial medicinal

    Cascas grossas

    A camada superficial do tronco guarda princípios ativos especiais para fazer frente a males que acometem o intestino e a pele

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    Folhas preciosas

    É o grupo com mais representantes e aplicações farmacêuticas no Memento Fitoterápico brasileiro

    Este conteúdo foi originalmente publicado em Saúde

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