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Segredos da CIA: como a agência pode invadir seu celular

Segundo o Wikileaks, a agência americana de espionagem pode monitorar todo mundo que tem uma vida digital

Por Yuri Vasconcelos
29 set 2017, 18h00 • Atualizado em 22 fev 2024, 10h10
  • Ilustra Daniel Rosini
    Edição Felipe van Deursen

    Não manda nudes!
    Hackers do programa de espionagem digital da CIA teriam vasculhado, durante anos, celulares, tablets, computadores e TVs

    Onde – Mundo inteiro
    Objetivo – Monitoramento e busca por terroristas
    Status – Desconhecido, provavelmente em curso

    Leia a série “Os segredos mais sujos da CIA”:
    – A caçada a Osama bin Laden  
    – Os planos para invadir todos os celulares do mundo
    – O túnel para enganar os soviéticos em Berlim
    – O projeto sinistro para criar agentes zumbis
    – Como a CIA arquitetou o golpe militar no Chile
    – A influência da CIA na política brasileira
    – Os animais que quase viraram espiões

     

     

    Os segredos mais sujos da CIA
    (Daniel Rosini/Mundo Estranho)
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    1- PRIMEIRO VAZAMENTO
    Em março de 2017, a CIA voltou a gerar polêmica, graças à plataforma Wikileaks, que ganhou fama por vazar informações secretas de governos. Segundo Julian Assange, diretor da organização, o Wikileaks vazou 8.761 arquivos de uma rede bastante protegida graças a uma falha de segurança da CIA

    2 – TODO MUNDO NU
    Os documentos mostram que a agência seria capaz de hackear qualquer pessoa, empresa ou organização, nos EUA ou no exterior, invadindo sorrateiramente roteadores, tablets, computadores (Mac, Windows e Linux), televisões digitais e celulares com sistema Android, iOS e Windows. Ou seja, praticamente todo mundo com uma vida digital estaria exposto à espionagem

    ARMAS À MOSTRA
    A CIA faria isso usando um sofisticado arsenal de ciberarmas, como softwares do tipo cavalo de Troia (que invadem máquinas e as deixam vulneráveis), programas de controle a distância e ataques de dia zero (que exploram falhas antes que os próprios desenvolvedores descubram que elas existem). Assim, os hackers acessariam os dados dos aparelhos

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    PERDEU, ZAP-ZAP!
    As técnicas da agência permitiriam, por exemplo, coleta de mensagens e áudios do WhatsApp, do Telegram e dos menos famosos Signal e Confide (usado pelos assessores do presidente dos EUA, Donald Trump). Os agentes acessariam o celular e interceptariam o tráfego de mensagens antes que elas fossem criptografadas pelos aplicativo. Eles também poderiam ativar a câmera e o microfone do aparelho

    3 – TELINHA DOMINADA
    Um dos programas maliciosos seria o Weeping Angel (“anjo chorão”, em inglês). Ao infectar uma TV conectada à internet, ela se transformaria em um dispositivo de escuta, gravando conversas e as transmitindo para servidores secretos da CIA

    4 – GRANDE IRMÃO CAMINHONEIRO
    Outra diabrura criada pelos espiões teria sido um malware para invadir sistemas de controle usados por carros e caminhões conectados. O motorista poderia perder o controle do veículo do nada. “O propósito não é especificado, mas ele permitiria que a CIA se engajasse em assassinatos quase indetectáveis”, declarou Assange à época

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    5 – TRETA GLOBAL
    O Wikileaks denunciou que a CIA usava o consulado dos EUA em Frankfurt, Alemanha, como base para espiões digitais na Europa, no Oriente Médio e na África, causando desconforto com o governo alemão. A CIA não confirmou a autenticidade dos documentos, mas, se forem reais, isso revela que ela tinha uma divisão similar à Agência de Segurança Nacional (NSA), que espiona governos estrangeiros e o povo americano

    FONTES Livro Legado de Cinzas, de Tim Weiner; BBC, CIA, Estadão, O Globo, The Guardian, The Independent, National Geographic, El País, Scientific American, Telegraph, Terra, UFMG, Último Segundo, UOL e Zero Hora

     

     

     

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