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Retrato Falado: Marie Noe, a mãe serial killer

Conheça o caso da americana que matou os próprios filhos e confessou os crimes 30 anos depois, em um julgamento controverso

Por Danilo Cezar Cabral
9 set 2016, 15h38 • Atualizado em 23 jan 2023, 20h40
  • retrato_falado_marie_noe

    ILUSTRA Eduardo Belga

    1) Entre 1949 e 1968, Marie Noe teve dez filhos mortos de forma misteriosa. A investigação inicial durou 20 anos e não esclareceu nada. Em 1998, o caso foi reaberto e Marie confessou ter assassinado oito filhos – todos com idade entre 2 semanas e 14 meses.

    2) Marie alega ter sofrido danos cerebrais na infância ao participar de testes com medicamentos contra escarlatina – doença infecciosa comum em crianças. Sua dificuldade de aprendizado, relacionada à leitura, também foi usada como argumento da defesa durante o julgamento.

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    3) O marido de Marie, Arthur Noe, ainda vive na casa em que tudo aconteceu, na cidade de Filadélfia. O maridão admitiu que o casal tinha problemas com alcoolismo e até hoje defende a inocência da esposa.

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    4) Em 1998, um sargento e dois detetives reabriram o caso e foram auxiliados pelo policial aposentado Joe McGillen, participante da investigação inicial. Durante o interrogatório, que durou 11 horas, Noe descreveu como sufocou seus três primeiros filhos com um travesseiro.

    5) Patologistas envolvidos com o caso no passado revisaram cerca de 50 anos de informações sobre a família Noe. A nova apuração se baseou em conhecimentos pediátricos modernos e descartou a possibilidade de doença como causa da morte das crianças.

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    6) Suspeitas de que a síndrome da morte súbita infantil (SMSI) tivesse acometido as crianças encerraram as investigações. Apelidada de “morte de berço”, a SMSI se caracteriza pelo óbito inexplicável de bebês aparentemente sadios, com idade entre 1 mês e 1 ano de vida.

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    7) A Justiça estipulou que a serial killer servisse como fonte viva para pesquisas médicas. Suspeita-se que ela tenha síndrome de Münchhausen – por ferir outras pessoas a fim de chamar atenção – ou desordem dissociativa de identidade – perda ou interrupção de memória, consciência ou identidade.

    Que fim levou?

    A idade da condenada e a falta de evidências atualizadas levaram a um acordo judicial. Marie pagou fiança e foi liberada para cumprir a pena de 20 anos em seu sombrio lar.

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