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Qual o tiro letal mais longo disparado em combate?

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Por Danilo Cezar Cabral
6 jan 2011, 18h26 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h30
  • Foi um tiro de 2 430 metros de distância (equivalente a 20 campos de futebol!) feito por um franco-atirador do Exército canadense no Afeganistão, em março de 2002. O autor da proeza foi Robert Furlong, ajudado pelo observador Tim McMeekin. Na época, ambos eram cabos e integravam uma ação sob comando americano, a Operação Anaconda. O objetivo era destruir forças talibãs e combatentes treinados pela Al Qaeda no vale Shahikot – área de difícil acesso e mobilidade, cercada por montanhas. No dia do feito, os dois estavam em uma posiç��o a mais de 2 700 metros acima do nível do mar – nenhum dos soldados tinha experiência prévia nessa altitude. Em um tiro desses, aparentemente impossível, o que é necessário para que o atirador consiga acertar o alvo? Descubra como Furlong e McMeekin alcançaram a façanha.

    Instinto, cálculo e sorte

    Veja como Furlong acertou um tiro quase impossível
    UM OLHO NO ALVO…

    O observador (também chamado de spotter) detecta, escolhe alvos e confere o resultado dos disparos. McMeekin usou um aparelho similar a um binóculo, que calcula distâncias por marcação a laser. Ele também informou ângulos, condições meteorológicas e outros dados para que Furlong ajustasse sua mira

    TOMA ESSA, OSAMA

    Três combatentes afegãos (supostamente talibãs) se dirigiam a uma posição de morteiro dentro do campo de visão do franco-atirador. O “alvo” foi escolhido por sua arma representar maior ameaça que as dos colegas. O primeiro disparo de Furlong atingiu o solo; o segundo, a mochila; e o terceiro, enfim, o torso do inimigo

    PONTO A PONTO

    Os mildots são pontos no visor da mira usados no cálculo de compensação feito pelo spotter e pelo sniper. Furlong, por exemplo, mirou 4 mildots (4,5 metros) acima e à esquerda de seu alvo – ele usou o método de emboscada, em que a vítima anda em direção ao impacto do projétil

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    DOU-LHE UMA, DOU-LHE DUAS…

    Além de levar em consideração a ação dos ventos, a dupla teve de compensar o leve deslocamento do projétil, que é “puxado” para a direita por sair em espiral do cano da arma. Foram necessários três tiros para acertar o alvo – cabe sempre ao spotter analisar onde os errados atingiram para que o sniper faça os ajustes para a tentativa seguinte

    GOLPE BAIXO

    Durante o percurso, a bala perde energia e traça uma parábola. O atirador precisa compensar essa diferença mirando, proporcionalmente, acima do alvo. No caso de Furlong, a distância era tanta que o aparelho de mira estava na elevação máxima. Mesmo viajando a mais de 800 metros por segundo, a bala levou quatro segundos até alcançar o alvo

    …E UM DEDO NO GATILHO

    O franco-atirador (ou sniper) é um atirador altamente treinado, capaz de atingir alvos a distâncias superiores às de um atirador convencional. Para isso, executa tarefas de infiltração e camuflagem e usa armas de precisão, como fuzis ou carabinas. Furlong portava um rifle McMillan TAC-50 , cujo calibre é .50. BMG

    Mandando bala
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    Projétil

    Parte que sai pelo cano da arma. Pode ter vários formatos e configurações

    Estojo

    Cápsula ejetada pelo rifle. Deve ter grande resistência para suportar as pressões do estouro da pólvora

    Pólvora

    “Combustível” do cartucho. O tipo e a quantidade de pólvora influenciam o desempenho do projétil

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    Espoleta

    Disco na base do estojo, que possui uma mistura química sensível ao choque. Ao ser atingida, causa a detonação da pólvora

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