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Qual o jeito mais ecológico de morrer?

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Por Gabriela Portilho
3 jun 2009, 19h17 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h35
  • Dentre os rituais pós-morte, a cremação é o modo mais ecológico de retornar ao pó. Feita de maneira correta, a queima dos corpos libera apenas água e gás carbônico em pequenas quantidades, já que os resíduos tóxicos ficam retidos em filtros de ar. Além disso, a cremação dispensa armazenamento de resíduos e não ocupa terrenos. “Uma pessoa com 70 quilos de massa se transforma em 1 ou 2 quilos de cinzas, enquanto sob a terra a decomposição pode durar até dois anos e deixar cerca de 13 quilos de ossos para a posteridade”, afirma o geólogo Leziro Marques. +_+

    VERDE ATÉ A MORTE

    Como bater as botas de modo ecologicamente correto

    ENTRADA TRIUNFAL

    A chegada do corpo ao cemitério é pomposa: os corpos vêm em charretes puxadas por cavalos, evitando a poluição que carros poderiam causar. Para homenagear o ente querido, familiares não trazem coroas – no máximo, uma flor, para não desperdiçar

    AS ÁRVORES SOMOS NOZES

    Esqueça os mausoléus de concreto – para identificar o corpo, há apenas pequenas placas de couro ou madeira sustentável, que se decompõem com o tempo. O que vai sinalizar que debaixo daquele pedaço de chão há alguém descansando em paz são sementes, que, no futuro, se transformarão em uma árvore

    LUGAR AO SOLO

    Prefira solos menos argilosos – nesses, o corpo pode demorar a se desfazer e vira uma espécie de sabão. Além disso, a distância entre o corpo e o lençol freático deve ser de pelo menos 2 metros, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente. Isso evita que os líquidos da decomposição contaminem as águas

    NU DE CORPO E ALMA

    Vá para o lado de lá pelado, sem silicone e sem ser embalsamado com compostos tóxicos! Se você não abre mão da roupa, use tecidos naturais, como algodão ou linho – os outros demoram ainda mais para se decompor. Já o silicone não é biodegradável, por isso as próteses devem ser retiradas antes do enterro

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    EMBRULHO PARA PRESENTE

    A versão ecológica do paletó de madeira não é de madeira! Ele pode ser feito de materiais biodegradáveis como bambu ou papel machê (massa feita com papel amassado, cola e gesso). E nada de alças ou crucifixos de metal – eles levam até cem anos para se decompor, enquanto o papel leva meses

    SÓ FALTA VIRAR PURPURINA

    Veja as maneiras mais bizarras de marcar sua passagem para o além

    A SERVIÇO DA CIÊNCIA

    Que tal deixar o corpo para estudos em faculdades de medicina? No Brasil, o cadáver serve cinco anos à ciência e depois é cremado

    MORTE EM ALTO NÍVEL

    Uma prática comum em rituais no Tibete é colocar os corpos mortos no alto de montanhas. Os cadáveres são esquartejados e viram comida para os abutres

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    DORMINDO COM OS PEIXES

    A empresa Eternal Reefs transforma as cinzas da cremação em uma placa que é colocada no fundo do mar e serve de base para corais

    BRILHO ETERNO

    Na Suíça, uma empresa transforma o produto da cremação em diamante. Para fazer a peça, são usados 500 gramas de cinzas e o preço varia de 2 800 a 10 600 euros

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