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Quais são as piores torturas com facas e lâminas?

Conheça o flagellum, a esfola, a roda forquilha e a aranha espanhola. Até os nomes são assustadores!

Por Tiago Cordeiro
25 nov 2015, 15h02 • Atualizado em 22 fev 2024, 10h33
  • flagellum

    ILUSTRAAbacrombie Ink

    Cada um deixou sua marca

    Mais usada para punição, a flagelação teve versões hediondas ao longo da história. Os japoneses usavam bambus finos, que funcionam como feixes de facas. Os romanos preferiam os flagellum, peças de couro com pregos nas pontas. No açoite dos inquisidores da Idade Média havia uma estrela – ela ficava presa na carne e, ao ser puxada, arrancava pedaços

    USADA EM Japão, Roma antiga, Europa e Brasil

    mutilacao
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    Horror aos pedaços

    Não vai falar? Então perde uma ponta de um dedo. Ou então um naco da pele da barriga. Ou um pedaço do nariz. A mutilação gradual é feita com facas ou alicates, sem nenhum tipo de anestesia. Nada que seja capaz de matar rapidamente, mas o suficiente para deformar e provocar muita dor. Em geral, o suplício começa em extremidades, até chegar ao rosto

    USADA EM Suméria, Grécia, Japão, Índia, Oriente Médio, Europa, América do Norte e América do Sul

    Em carne viva

    Uma variação ainda mais agoniante da mutilação é a esfola. Deitada ou apoiada em um poste (como os pelourinhos usados no Brasil para prender escravos que seriam flagelados), a vítima sofria pequenas incisões na pele. O torturador aproveitava a parte solta para puxar um pedação da pele, como se fosse um adesivo. Lentamente, a pessoa ficava em carne viva

    USADA EM Europa Medieval, Brasil e China

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    forquilha e aranha espanhola

    Boca calada

    A forquilha do herege era especialmente aplicada em quem discursasse contra o cristianismo. Apoiado no pescoço e posicionado contra a região macia sob o queixo, o garfo duplo impedia a pessoa de falar ou se alimentar. Era uma punição pública, que fazia do condenado um exemplo aterrorizante para familiares e vizinhos

    USADA EM Europa Medieval

    Aracnofobia

    Quando aquecidas, estas garras de metal eram capazes de provocar queimaduras graves ou mesmo arrancar seios, nádegas ou grandes nacos da barriga. A aranha espanhola ganhou esse nome por ter sido desenvolvida pelos torturadores da Inquisição na Espanha. Era particularmente aterrorizante para as mulheres

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    USADA EM Europa Medieval

    a roda

    A Roda

    Simples e eficiente, ela tem sido utilizada por várias civilizações há milênios

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    1. Simplesmente chamada de roda, essa forma de tortura causa dor imediata e sofrimento intervalado. Por isso, tem sido utilizada há mais de 3 mil anos no mundo todo. Geralmente, é adaptada na roda d’água de um moinho, mas também era possível encomendar uma peça específica para esse fim

    2. O investigado era preso, de costas, à roda (que precisa ter pelo menos 1 m de diâmetro). Quando o carrasco começa a girá-la, o primeiro efeito é a pressão insuportável sobre a coluna vertebral. Mas o pior rolava quando a vítima chegava à parte mais inferior da rotação: no chão, havia brasas ou lâminas afiadas

    3. A volta completa acontecia bem devagar, de modo a aumentar a expectativa de dor no prisioneiro (e sua disposição a revelar o que sabia). O terror psicológico era intenso: após dois giros, a maioria já topava confessar qualquer coisa. Além disso, a penitência também servia como humilhação pública

    ESSA MATÉRIA FAZ PARTE REPORTAGEM DE CAPAAS PIORES TORTURAS DA HISTÓRIA.CONFIRA AS OUTRAS:

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    Quais são as piores torturas com cordas e barras?

    Quais são as piores torturas com caixas e jaulas?

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    Quais são as piores torturas com fogo e água?

    Como era uma sessão de tortura na Cadeira do Dragão?

    FONTESLivrosThe History of Torture and Execution, de Jean Kellaway,The History of Torture Throughout the Ages, de George Ryley Scott, eTortura: A História da Repressão Política no Brasil, de Antonio Carlos Fon; sitesArquivos da Ditadura,cnv.gov.breohchr.org

    CONSULTORIAJohn Schiemann, professor de ciências políticas da Fairleigh Dickinson University e autor deInterrogational Torture: Or How Good Guys Get Bad Information with Ugly Methods, Alfred W. McCoy, professor de história da Universidade de Wisconsin e autor deA Question of Torture: CIA Interrogation, from the Cold War to the War on Terror, e Darius Rejali, professor de ciências políticas do Reed College e autor deTorture and Democracy

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