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Na hora de fazer piada, vale tudo?

Comédia é para fazer rir. Mas algumas piadas recentes, consideradas de mau gosto, provocaram a ira de muita gente. O auge da discussão aconteceu quando Rafinha Bastos disse, ao vivo no CQC, que c. Wanessa Camargo e seu bebê. Suspenso, o humorista pediu as contas. O caso tocou fogo na polêmica: piada tem que ser politicamente correta?

Por Mariana Nadai
25 out 2011, 12h58 • Atualizado em 22 fev 2024, 10h49
  • Comédia é para fazer rir. Mas algumas piadas recentes, consideradas de mau gosto, provocaram a ira de muita gente. O auge da discussão aconteceu quando Rafinha Bastos disse, ao vivo no CQC, que c. Wanessa Camargo e seu bebê. Suspenso, o humorista pediu as contas. O caso tocou fogo na polêmica: piada tem que ser politicamente correta?

    SIM

    Nenhum assunto é tão controverso que não possa ser comentado. Brincar com temas como doenças e mortes é uma forma de romper tabus e de dar leveza à vida. O humor é, por natureza, uma ferramenta do pensamento crítico, como argumenta o filósofo alemão Manfred Geier no recém-lançado livro Do Que Riem as Pessoas Inteligentes?

    NÃO

    O limite do humor é o respeito às diferenças. Rir das minorias ou qualquer grupo social é moralmente errado. “É um traço sádico de pessoas sem estatura ética. Charles Chaplin, por exemplo, nunca ria do fraco. Pelo contrário, seu alvo era o militar arrogante, o político corrupto”, explica o doutor em psicologia e advogado Jacob Pinheiro Goldberg

    SIM

    Em um programa de TV ou rádio, o comediante deve se adequar às regras da atração. Mas, em seu próprio show ou perfil em rede social, não é preciso impor limites, pois, em tese, o público ali já conhece seu trabalho e sabe o que encontrará. Para o humorista Alexandre Paim, é a formação e a cultura do público que o farão reprovar ou não uma piada

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    NÃO

    Piadas politicamente incorretas são frutos do deboche e da humilhação de determinado segmento da sociedade. E qualquer forma de ofensa deliberada contra minorias pode se traduzir em agressão gratuita. “Isso seria valer-se da liberdade de expressão para atingir objetivos desvirtuados”, diz o professor de direito Ben-Hur Rava

    SIM

    Hoje em dia, quase toda piada é considerada politicamente incorreta. Basta desenvolver o senso crítico para diferenciar as que são mera ironia e as que provêm de um pensamento realmente preconceituoso. “Falta senso de humor na maioria das ONGs, associações, sindicatos. É preciso entender que piada não é opinião séria”, explica o humorista Alexandre Paim

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    NÃO

    Apesar de ser garantida por lei, a liberdade de expressão pode ser questionada a partir do momento em que passa a prejudicar os outros. A pessoa ofendida tem o direito, assegurado pelo artigo 5º, nos incisos V e X, de ser reparada pelos danos sofridos, sejam eles morais ou materiais. É como diz o velho ditado: a liberdade de um termina onde começa a do outro

    SIM

    TDF OPINOU (Leonardo Uller)

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    O direito a manifestar qualquer tipo de pensamento e expressão artística livre de censura é garantido pela Constituição, no inciso IX, do artigo 5º. Não cabe a nenhuma instituição decidir o que deve ou não ser veiculado. Além disso, o direito a resposta também é assegurado para qualquer pessoa que se sentir ofendida

    NÃO

    TDFD OPINOU (Andreas Richter)

    Muitas vezes, ao fazer uma piada sobre determinado grupo, o comediante ajuda a agravar preconceitos. Por isso, o melhor é fazer humor inteligente, que não comprometa ninguém. Uma alternativa comum em shows de stand-up é a autodepreciação – quando o humorista ironiza as situações que ele mesmo vivenciou

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