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Como um satélite fica em órbita?

Por Tarso Araújo
18 abr 2011, 18h35 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h23
  • O segredo para que esses objetos permaneçam no espaço, girando ao redor da Terra, é o “empurrão” dado pelos foguetes que colocam os satélites em órbita. Depois de subir ao espaço, um estágio propulsor acelera o satélite a uma velocidade que não seja tão pequena para que ele caia na Terra nem tão grande para que ele escape da gravidade do planeta. “Se a velocidade for aplicada corretamente, o satélite tenta se afastar continuamente da Terra em direção ao espaço, mas ao mesmo tempo é puxado de volta pela gravidade. O resultado é como se ele estivesse sempre caindo, mas sem tocar a superfície do planeta, descrevendo uma trajetória circular ao redor do globo”, afirma o engenheiro Petrônio Noronha de Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No quadro abaixo, mostramos o princípio que mantém os satélites no ar, elucidado ainda no século 17 pelo físico e matemático inglês Isaac Newton.

    Roda e avisa Objetos só giram a partir de uma altitude de cerca de 300 km

    1. A velocidade é o elemento-chave para pôr um satélite em órbita. Se for impulsionado a uma velocidade muito baixa, ele cai logo, “puxado” pela gravidade da Terra

    EXEMPLO – Se a velocidade de impulso for de, digamos, 10 km/h, ele cai depois de percorrer apenas 687 metros no espaço

    2. Se a velocidade com que se atira o objeto for maior, ele irá cair cada vez mais longe. Mas, se o impulso não for suficiente para o satélite dar uma volta na Terra, ele não estará em órbita

    EXEMPLO – Se a velocidade de impulso for de 10 000 km/h, ele se choca com a superfície depois de percorrer 754 quilômetros no espaço

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    3. Agora, sim, nosso satélite entrou em órbita. No nosso exemplo, ele está a 300 km da superfície. Se for menos do que isso, a atmosfera é mais densa e a resistência do ar “breca” o movimento do satélite

    EXEMPLO – O impulso ideal para o satélite entrar em órbita a 300 km de altitude é de 27 800 km/h

    Tipos de órbita Três maneiras de vigiar o planeta
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    1- CIRCULAR EQUATORIAL OU INCLINADA

    ALTITUDE – de 300 a 1 000 km

    APLICAÇÃO – Meteorologia e experimentos científicos

    VELOCIDADE – 27 800 km/h

    2- POLAR

    ALTITUDE – 800 km

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    APLICAÇÃO – Mapeamento

    VELOCIDADE – 26 800 km/h

    3- GEOESTACIONÁRIA (SEMPRE SOBRE O MESMO PONTO)

    ALTITUDE – 35 786 km

    APLICAÇÃO – Telecomunicações (TV)

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    VELOCIDADE – 11 070 km/h (a mesma da Terra)

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