Oferta Relâmpago: Super em Casa por 9,90

Como seriam os Jogos Olímpicos na Lua?

Jogos lunares

Por Tiago Jokura 31 jul 2008, 18h03 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h38
  • OLIMPÍADAS LUA

    O fato de a Lua não ter atmosfera mudaria muita coisa, a começar por obrigar os atletas a“respirar através de aparelhos”. Os tais aparelhos pesam, mas, por outro lado, não há resistência do ar, o que praticamente anula a desvantagem. E tem ainda a diferença de gravidade, que, na prática, é o que causa um impacto maior. Na Lua, a força que puxaria os atletas para o solo em provas de salto, por exemplo, é bem menor, o que potencializaria a altura, a distância e a duração dos saltos. Para comparar com os Jogos terrestres, tentamos manter as características de cada modalidade, mas, em alguns casos, algumas coisas tiveram que ser mudadas – você entenderá por quê.

    MAIS RÁPIDO, MAIS ALTO, MAIS FORTE

    A Olimpíada lunar teria as mesmas modalidades da terrestre, mas nada de gritos da torcida

    AJUSTANDO MEDIDAS

    Com gravidade menor, atletas com 80 quilos sentem-se mais leves, como se tivessem míseros 13 quilos na Terra, e crescem 4 centímetros, graças ao maior distanciamento entre as vértebras da coluna.

    BOLHA AQUÁTICA

    Piscina na Lua, só se for dentro de um recinto com atmosfera artificial. No vácuo, à pressão zero, a água passaria para o estado gasoso rapidamente. E seria bom ter proteção contra raios UV para liberar os nadadores do traje de astronauta.

    Continua após a publicidade

    DUODÉCUPLO TWIST CARPADO

    Na Lua, o famoso salto de Daiane dos Santos alcançaria mais de 9 metros de altura, quase 8 metros de distância, com tempo suficiente para 12 piruetas em 6,4 segundos de vôo.

    MINUTOS DE SILÊNCIO

    Na Lua, o som não se propaga pelo ar, afinal não existe atmosfera. Portanto, todo tipo de comunicação aconteceria através de rádios. Já a torcida teria que investir mais em manifestações visuais (bandeiras, cartazes etc.).

    FOGO CERRADO

    Continua após a publicidade

    Sem oxigênio, não daria para manter o fogo da pira olímpica aceso. Por isso, na Lua, tanto a tocha quanto a pira precisariam ficar dentro de uma redoma fechada, preenchida com oxigênio.

    TIBUM A DISTÂNCIA

    Nas provas, a diferença principal seria o mergulho inicial, muito mais longo, o que reduziria o tempo nas provas curtas. Os 50 metros livres, por exemplo, seriam cumpridos quatro segundos mais rápido do que o recorde terrestre.

    TERRA À VISTA

    Ver a Terra da Lua não é o mesmo que ver a Lua da Terra, afinal o diâmetro terrestre é 3,5 vezes maior. A vista do globo terrestre, portanto, é muito mais destacada, ainda mais porque não existem nuvens na Lua.

    Continua após a publicidade

    PESO LEVE

    Sem atmosfera não há efeito aerodinâmico. Ou seja, a diferença entre dardo, disco e martelo se resumiria ao peso. Por isso, haveria um só tipo de arremesso, e o atleta escolheria o formato do objeto, que voaria seis vezes mais longe.

    JORNADA NAS ESTRELAS

    No vôlei e no basquete, a bola ficaria bem mais tempo no ar e o vôo dos atletas seria mais alto e duradouro. Conclusão 1: a tabela e a rede seriam bem mais altas. Conclusão 2: o saque jornada nas estrelas atingiria 150 metros de altura e demoraria 24 segundos.

    PASSOS LARGOS

    Continua após a publicidade

    Corredores completariam os 100 m com sete passos, em vez dos 45 que dão na Terra. O tempo, contudo, seria maior: 10,4 segundos, contra 9,7 segundos (recorde atual). É que na Lua eles perderiam muito tempo no ar entre uma passada e outra.

    PARA O ALTO E AVANTE

    Graças à gravidade seis vezes menor, os saltos seriam seis vezes mais altos. No salto com vara, por exemplo, o recordista terrestre chegaria a 36,8 metros. Por isso, não seria má idéia ter um laser no lugar do sarrafo.

    UNIFORME HIGH TECH

    Traje baseado no BioSuit, protótipo criado no MIT, com lançamento previsto para 2018

    O visor do capacete tem filtro contra raios UV, que, sem atmosfera para filtrá-los, iriam do Sol diretamente para à pele do atleta.

    Continua após a publicidade

    Para compensar a ausência de atmosfera, o jeito é levar oxigênio na mochila, dentro de cilindros pequenos para evitar sobrepeso.

    Camadas de tecidos, fibras especiais e gel, bem ajustadas ao corpo, controlam a pressurização, a temperatura e dão liberdade de movimentos.

    O impacto do solado contra o chão produz energia mecânica, que é transformada em elétrica, usada para suprir as necessidades da roupa.

    CONSULTORIA: DULCÍDIO BRAZ JÚNIOR, FÍSICO E AUTOR DO BLOG FISICAMODERNA.BLOG.UOL.COM.BR

    Publicidade

    Vídeos Relacionados

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 14,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).