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Como se mede a velocidade de um saque no tênis?

Por Redação Mundo Estranho
18 abr 2011, 18h48 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h15
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    Do mesmo jeito que a polícia flagra os motoristas que gostam de pisar fundo nas ruas: usando um radar. Esse aparelho emite freqüências de rádio e as recebe de volta. Depois, com esses dois valores de freqüência, um chip instalado dentro do radar calcula a velocidade da bolinha. “Até há pouco tempo, esse sistema funcionava bem. O problema é que os saques estão cada vez mais velozes, e os radares tendem a perder precisão acima dos 240 km/h”, diz o ex-tenista Dominic Cobello, que em 1974 criou o primeiro radar para o tênis a partir dos modelos usados pela polícia rodoviária americana. Hoje, Cobello desenvolve radares avançadíssimos, capazes de registrar, com margem de erro de apenas 0,05%, “canhões” como os do americano Andy Roddick. Em junho de 2004, Roddick quebrou seu próprio recorde com uma martelada de 246,2 km/h! Pobre do tailandês Paradorn Srichaphan, que estava do outro lado da rede.

    Olho no canhão Radares emitem freqüências de rádio para calcular a rapidez da bomba

    1. Nos principais torneios de tênis, a velocidade de um saque é medida por um radar, que emite ondas em uma freqüência específica de rádio para calcular a rapidez do petardo — só para dar uma idéia, na maioria dos modelos essa freqüência fica entre 10 gigahertz e 35 gigahertz. Quando o tenista dispara a bolinha, o radar lança essas ondas no ar

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    2. As ondas emitidas pelo radar batem em todos os objetos pelo caminho e voltam ao aparelho. Quando os objetos estão parados, a freqüência da onda de retorno é igual à freqüência inicial. Mas quando ela bate em alguma coisa em movimento — como a bolinha — a freqüência se modifica proporcionalmente à velocidade do objeto e volta com um valor muito maior

    3. A etapa seguinte é a filtragem: como o radar recebe centenas de ondas de volta, ele precisa identificar qual delas bateu na bolinha e voltou. Geralmente, é a onda que tem a maior freqüência. A não ser que um objeto mais rápido que a bolinha atravesse a quadra bem na hora do saque, o que é bem difícil de acontecer

    4. No passo final, um minicomputador dentro do radar compara a freqüência da onda inicial com a freqüência da onda refletida pela bolinha. Depois, converte essa relação em velocidade e mostra o resultado em um placar na quadra. Os cálculos são complicados: se uma pessoa tivesse de fazê-los, passaria um set inteiro para calcular a velocidade de um único saque

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