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Como é produzido o leite materno?

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Por Redação Mundo Estranho
18 abr 2011, 18h49 • Atualizado em 22 fev 2024, 11h14
  • O leite materno é produzido sob o comando de vários hormônios que começam a agir no corpo da mulher ainda antes de o bebê nascer. É durante a gravidez, por exemplo, que os seios vão sendo preparados para virar uma poderosa usina de um alimento especial. Em função dos hormônios estrógeno e progesterona – secretados pela placenta -, as mamas ficam maiores, mais sensíveis e têm seus vasos sanguíneos dilatados. Já a produção do leite propriamente dito só tem início após o parto, quando outros hormônios, como a prolactina e a ocitocina, entram em cena. Eles estimulam certas células dos seios a fabricarem o líquido precioso, num processo que a gente explica tintim por tintim no infográfico ao lado. “Esse processo lembra o de uma fábrica, que trabalha por demanda: quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz”, afirma o pediatra Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação do Rio de Janeiro. O mais incrível é que essa fábrica pode funcionar até mesmo em uma mulher que só adotou uma criança, sem ficar grávida. Com o apoio de um profissional competente, a entrada em ação dos hormônios que estimulam a “descida do leite” pode ser condicionada. “O leite também é produzido na cabeça da mulher”, diz Marcus Renato. Uma das técnicas que ajudam nesse condicionamento é a mãe adotiva colocar a criança para mamar seguidas vezes. É demorado, mas compensa, principalmente para o bebê. O rango materno é uma refeição nota 10, rica em gordura, sais minerais, vitaminas e substâncias essenciais que protegem contra doenças. Esse leite é tão completo que, nos primeiros meses de vida, o bebê não precisa ingerir mais nada – nem mesmo água!

    Mergulhe nessa

    Na livraria:

    Pós-Parto e Amamentação — Dicas e Anotações – Marcus Renato de Carvalho e Vitória Pamplona, Ágora, 2001

    Na internet:

    https://www.aleitamento.com

    Fast food natural
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    Glândula no cérebro comanda produção da “fábrica” localizada nos seios

    1. As mamas da mulher começam a ser preparadas para a amamentação durante a gravidez, mas a produção do leite, em geral, só tem início após o parto. Quando a criança nasce, uma glândula chamada hipófise anterior — localizada na base inferior do cérebro — libera grandes quantidades do hormônio prolactina

    2. A prolactina cai então na corrente sanguínea. Ela percorre o corpo todo, mas só age nos alvéolos mamários, que são células do interior dos seios que parecem pequenos cachos de uva. Essas células já nascem programadas para produzir leite assim que receberem um comando do organismo — no caso, o comando é a chegada da prolactina

    3. O leite produzido nos alvéolos segue pelo interior do seio por uma rede de canais chamados ductos lactíferos. Eles terminam em pequenos reservatórios, os lóbulos, que ficam bem abaixo das aréolas dos seios. Cada mama tem entre 15 e 20 lóbulos

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    4. Dos lóbulos, o leite flui para a boca do bebê por pequenos “furos”, os poros mamilares, espalhados ao redor do bico do seio da mãe. Cada seio possui de dez a 15 desses poros por onde o leite escorre

    5. Só a sucção da criança não é suficiente para extrair todo o leite. Mas, após alguns minutos, o esforço do bebê em sugar o mamilo estimula terminações nervosas no seio que se ramificam até o cérebro. Essas terminações nervosas ativam outra região daquela mesma glândula hipófise do passo 1, a hipófise posterior

    6. Desta vez, a tal glândula produz outro hormônio, a ocitocina, que também cai na corrente sanguínea e chega aos seios. A ocitocina provoca contrações nos músculos mamários que “espremem” os alvéolos e os lóbulos. Isso ajuda a empurrar o leite para o bico do seio, fazendo ele fluir em quantidade suficiente para alimentar a criança

    Não é mentira, não!
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    Três verdades sobre a amamentação que muita gente pensa que é mito

    Stress e outros fatores emocionais prejudicam a produção do leite materno

    Verdade. A glândula hipófise fica numa área do cérebro que também regula as emoções. Ou seja, se a mãe não estiver bem de cuca, ela pode inibir a liberação dos hormônios que acionam a produção do leite

    Dar de mamar cansa

    Verdade. É um esforço tremendo para o organismo produzir até 800 mililitros de leite por dia! Para se ter uma idéia, uma mulher amamentando gasta por dia cerca de 500 calorias a mais que uma mulher normal. Dá até uma suadeira!

    A produção de leite à noite é maior

    Verdade. A glândula hipófise produz mais prolactina à noite. Portanto, o aleitamento materno nesse período ajuda a manter uma boa produção de leite para ser consumido no dia seguinte

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