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Seu celular vai ficar trancado durante shows

Nada de modo avião: para evitar que o público fique distraído com a telinha dos smartphones, artistas exigem que, durante apresentações, celulares sejam trancados em bolsas especiais

Por Helô D'Angelo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
21 jun 2016, 19h30 • Atualizado em 31 out 2016, 19h00
  • Depois de horas de espera na fila, finalmente chega a sua vez de entrar no show da sua banda favorita. Você faz o ritual de sempre: entrega seu ingresso, mostra a identidade, tem sua mochila revistada… e tranca seu celular em uma bolsinha especial. Achou esquisito? Pois saiba que vários artistas nos Estados Unidos estão pedindo que os fãs deixem os smartphones de lado. O objetivo é evitar que o público fique concentrado só na telinha – e que músicas inéditas vazem.

    Funciona assim: ao entrar no show, você recebe uma bolsa de borracha chamada Yondr, onde seu celular fica trancado durante a apresentação (mas fique tranquilo: a bolsinha fica com você, só não dá para abrir e pegar seu telefone enquanto o show estiver rolando). Se você precisar atender uma ligação, pode ir até os seguranças para que eles destranquem a bolsa – e quando você terminar de falar, ela será lacrada de novo, até o fim.

    Até agora, a bolsa só tinha sido usada em apresentações exclusivas, como no ensaio do comediante Chris Rock para o Oscar desse ano, mas desde junho ela já apareceu em três shows: o de Alicia Keys, o dos The Lumineers e o de Dave Chappelle, todos nos EUA. Em nenhum dos concertos houve conflitos ou protestos do público, e o fabricante acredita que as pessoas aceitam melhor a ordem de trancar o celular justamente porque ele não é guardado em um armário longe delas – o smartphone fica ali, no bolso da pessoa, só que lacrado.

    Não é raro ir a um show e ver uma enorme concentração de luzinhas brancas – as telinhas dos celulares. De acordo com uma pesquisa realizada pela operadora T-Mobile, só nos Estados Unidos, 47% das pessoas costumam acessar as redes sociais durante qualquer show, e 66% fotografam e filmam com a câmera do celular. Ou seja: grande parte do público de qualquer apresentação fica com a luzinha acesa enquanto o artista está se apresentando. A impressão que uma plateia conectada às redes sociais – e não ao show – passa para quem está no palco é que ela não está nem aí para ele. Muitos artistas reclamam: no início do ano, Adele interrompeu seu show para pedir que a galera parasse de filmar e vivesse o momento: “Estou cantando aqui, ao vivo. Não precisa filmar”, disse a cantora. 

    Além de ajudar as pessoas a curtir mais o show, a bolsinha serve para evitar que músicas exclusivas vazem em uma qualidade ruim, como é caso de Alicia Keys, que estava se apresentando pela primeira vez seu novo álbum em junho.

    A Yondr foi criada por Graham Dugoni, que teve a ideia quando viu uma cena bem chata em um festival de música: um cara estava dançando completamente bêbado – e dois desconhecidos filmaram a dança e postaram no Youtube. “Se um cara não consegue ir a um show para se soltar, que tipo de interações sociais estamos tendo em apresentações desse tipo?”, questiona Dugoni no site da Yondr. 

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