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Oscar: 3 categorias que nunca foram aprovadas para o prêmio

Com "O Agente Secreto" na lista, "Direção de Elenco" estreia neste ano após décadas na lista de espera. Outras nomeações não tiveram o mesmo êxito.

Por Rafael Battaglia
22 jan 2026, 12h07 •
  • Desde a primeira cerimônia de entrega do Oscar, em 1929, o quadro de categorias mudou bastante. Algumas deixaram de existir por defasagem histórica (“Entretitulagem” premiava os melhores textos entre as cenas dos filmes mudos); outras se juntaram em uma só (havia dois troféus para “Curta-metragem”, para filmes de tamanhos diferentes) ou foram mudando de nome, como “Efeitos Visuais”, que já se chamou “Efeitos Especiais” e, antes, “Engenharia de Efeitos”.

    Em 2026, o Oscar terá pela primeira vez a categoria “Melhor Direção de Elenco”. Anunciada em 2024, ela estreia em grande estilo neste ano: o brasileiro O Agente Secreto concorre à estatueta, junto a outros quatro filmes: Hamnet, Marty Supreme, Pecadores e Uma Batalha Após a Outra.

    A categoria foi proposta em 1999, mas foi recusada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo prêmio do Oscar. Mas não é inédita. Por exemplo: ela é a principal categoria do SAG Awards, organizado pelo Sindicato dos Atores, um importante termômetro para o Oscar.

    Outras categorias, no entanto, não tiveram a mesma sorte e mal chegaram a ver a luz do dia. Propostas ao longo dos anos, elas seguem rechaçadas. Reunimos abaixo três exemplos delas – e suas respectivas histórias de fracasso (para o bem ou para o mal).

    Melhor Filme Popular

    Se a sua memória for boa, você irá se lembrar do anúncio feito em 2018 pela própria Academia: o plano de incluir um prêmio para “filmes populares” na edição seguinte do Oscar, em 2019.

    A ideia da Academia era aumentar a audiência da cerimônia, que vive altos e baixos nos últimos anos – o Oscar de 2018 havia registrado a pior audiência do evento. Os tais “filmes populares”, então, seriam os fenômenos de bilheteria – blockbusters como longas de ação, ficção científica e de super-heróis, que não costumam entrar na disputa da categoria principal.

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    O problema é que ninguém curtiu a ideia de nivelar as produções artísticas. Muitos argumentaram que a medida, na verdade, diminuía o valor dos blockbusters, colocando-os em uma categoria inferior aos outros. Com tantas críticas negativas, a Academia voltou atrás apenas um mês depois do anúncio.

    Melhor Design de Título

    O prêmio para design de título também foi proposto em 1999. O objetivo era premiar os artistas e designers por trás dos títulos de cada filmes – e da maneira como eles aparecem na introdução do longa. Não ficou muito claro? Pense nas aberturas dos episódios de Star Wars (com o letreiro) e Harry Potter, que seriam competidores de peso caso a categoria existisse.

    Os defensores da inclusão da categoria argumentam que os títulos têm uma função importante: introduzir o espectador na história e dar o tom ao filme, sintetizando a ideia central da trama. Além disso, a categoria está presente em outro grande evento: o Emmy, que premia as melhores produções televisivas. Desde 1976, existe o troféu para os melhores títulos e aberturas de séries.

    Existem alguns entraves para o Design de Título vingar. Cada categoria do Oscar é votada por um júri específico, organizado em sindicatos e associações: atores votam em atores, técnicos de som votam em técnicos de som e por aí vai. E não existe uma organização de designers de título – essa função, no fim das contas, é uma subcategoria do design de produção de um filme.

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    Mas talvez o principal inimigo seja o tempo. O cerimônia do Oscar dura por volta de três horas – e isso tem cada vez mais afastado o público. Inserir mais uma categoria resultaria em alguns minutos extras de show. Um mau negócio para quem quer aumentar a audiência.

    Melhor Dublê

    Você já ouviu falar em um sujeito chamado Jack Gill? Provavelmente não, mas Jack é um veterano em Hollywood. Ele é um dublê e coordenador de dublês mais de 30 anos de carreira. Participou de filmes como Rambo, Velozes e Furiosos 5, Pearl Harbor, o novo Jumanji e por aí vai.

    Certo, mas o que tem ele? Acontece que Jack está há anos lutando para que o Oscar inclua um prêmio que reconheça o trabalho dos dublês. A ideia surgiu junto com o diretor Sydney Lumet, nos anos 1990, enquanto eles trabalhavam juntos em um set de filmagem. Jack foi atrás da Academia, que disse que o processo de inclusão levaria de três a quatro anos – e até hoje, nada.

    Gill argumenta que o trabalho dos dublês se tornou cada vez mais constante – e desafiador. Afinal, o número de filmes de ação aumentou, assim como a grandiosidade das cenas. Os coordenadores de dublês, consequentemente, acabam liderando a direção de alguns momentos do longa.

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    Mesmo assim, não há nenhum sinal de que a Academia cederá aos pedidos de Gill – e de muitas outras pessoas. Há um consolo: o Taurus World Stunt Awards premia, desde 2001, os melhores trabalhos na área. É melhor do que nada, não?

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