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Morre aos 92 anos Albert Uderzo, um dos criadores de “Asterix”

Série de quadrinhos estrelada pelo personagem gaulês e seu companheiro Obelix vendeu 380 milhões de cópias e foi traduzida para 111 idiomas.

Por Carolina Fioratti
24 mar 2020, 17h23 • Atualizado em 26 out 2020, 14h13
  • O francês Albert Uderzo, co-criador dos personagens de HQ Asterix e Obelix, morreu nesta terça-feira (24), vítima de parada cardíaca. O cartunista de 92 anos estava em sua casa na região de Neuilly-sur-Seine, na França. Em comunicado, a família afirmou que não há relação entre o óbito e o novo coronavírus. A nota afirma que Uderzo demonstrava cansaço e fraqueza já há algumas semanas.

    Antes de lançar seus memoráveis personagens gauleses, Uderzo trabalhou como ilustrador para a revista France Dimanche e para as agências World Press e International Press. No ano de 1951, conheceu René Goscinny, que poucos anos depois, viria a ser seu parceiro de trabalho mais prolífico. 

    Em 29 de outubro de 1959, os dois se juntaram a um grupo de amigos para lançar a revista Pilote. E lá no meio estava o pote de ouro, as primeiras tirinhas do gaulês Asterix. As histórias eram ambientadas na região francesa da Gália no século 1 a.C., época da ocupação do Império Romano. Baixinho e ágil, Asterix vive em uma pequena vila celta e adquire superforça ao tomar uma poção mágica. Seu amigo fiel, Obelix, é um grandalhão que tem superforça permanente. Estima-se que o número de estreia da revista tenha vendido cerca de 300 mil cópias.

    Com tamanha repercussão, o espaço de Asterix e Obelix só cresceu. A partir de 1961, passaram a produzir livros anuais sobre o herói baixinho e seu parceiro rechonchudo – Uderzo como responsável pelo desenho e Goscinny comandando o roteiro. Os enredos eram sátiras à sociedade europeia da época e também tiravam sarro do próprio cenário político. 

    Foram 23 livros lançados até 1976. Mas, no ano seguinte, a era de ouro se encerrou. René Goscinny morreu aos 55 anos de ataque cardíaco durante um exame cardiológico. Uderzo decidiu seguir sozinho, escrevendo e ilustrando os quadrinhos. O francês só foi se aposentar em 2010, e passou o bastão para Didier Conrad e Jean-Yves Ferri. 

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    A última obra estrelada pelos personagens é relativamente recente. Intitulada “A filha de Vercingétorix”, foi lançada em outubro de 2019 para celebrar o aniversário de 60 anos da primeira edição.

    Os quadrinhos de Asterix e Obelix se tornaram referência na cultura popular europeia e mundial. Foram 380 milhões de cópias vendidas ao redor do globo e traduções feitas em 111 idiomas. A história dos quadrinhos também originou dezenas de filmes, jogos de videogame e foi até mesmo homenageada nomeando um parque de diversões em Paris – o Parc Astérix

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