“Li a biografia do Elon Musk”, diz Nicholas Hoult, o novo Lex Luthor
Batemos um papo com a equipe de "Superman", que estreia na quinta (10). Confira.
Temos um novo Superman no pedaço. A releitura do herói mais famoso do mundo, que chega aos cinemas em 10 de julho, foi encabeçada pelo diretor e roteirista James Gunn, que também dirigiu todos os filmes dos Guardiões da Galáxia para a Marvel.
A ideia do filme é reapresentar o herói para um público de todas as idades, cativando desde os fãs antigos até quem nem liga muito para super-heróis. “Eu fui assistir ao primeiro filme do Super em 1979 com meu pai, e eu acho que esse é um filme que as pessoas podem trazer suas crianças, também”, disse Gunn. “Bom, talvez não as crianças muito pequenas.”
Gunn buscou inspiração na série de quadrinhos Grandes Astros: Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely. A ideia não é adaptar a história dos gibis, mas buscar o mesmo tom da obra, que mostra um herói cheio de bondade, que se preocupa com todo mundo. Para interpretar o extraterrestre, ele escalou David Corenswet, em seu primeiro papel de destaque como protagonista. Confira o trailer:
Completando o elenco principal estão Rachel Brosnahan, da série de comédia Maravilhosa Sra. Maisel, como Lois Lane, e Nicholas Hoult, de Nosferatu e Mad Max: Estrada da Fúria, como Lex Luthor.
A Super participou de uma roda de conversa com os quatro há alguns meses para saber um pouco mais sobre o filme antes do lançamento. Agora, contamos tudo que descobrimos para você.
O que sabemos sobre o filme
Em 2018, após antigos comentários ofensivos no Twitter virem à tona, Gunn foi demitido da Marvel. Pouco tempo depois, a DC Comics ofereceu a ele um filme do Super-Homem, mas ele ainda não sabia o que fazer com o herói.
O tempo passou. Na DC, Gunn criou um novo filme do Esquadrão Suicida e a série O Pacificador. E foi recontratado pela Marvel para terminar a trilogia dos Guardiões.
A oferta do Super, então, voltou para a mesa do diretor. Ele topou, com direito a cachorro voador e tudo. Não só: agora, ele é um dos comandantes da DC Studios. Junto do produtor Peter Safran, ele tem a palavra final sobre todas as adaptações para as telas.
Para Gunn, toda a ideia do Super é falar sobre bondade. “O traço mais cativante é o fato de que ele está sempre presente no momento atual e sempre querendo a fazer coisa certa. É simples, mas é essa simplicidade que o faz interessante. E eu acho que ele fica duplamente interessante no mundo de hoje.”
“Houve uma degradação da gentileza e da compaixão humana nos últimos 10 anos”, continua. A esperança do diretor é que o filme comece a representar uma reação contra isso. “Eu quero que você acredite que o Super-Homem existe. Não como um homem que voa por aí, mas como as muitas pessoas que são boas como ele, pessoas que arriscam sua vida pelas outras.”
Desde o começo, o novo Super já estava envolvido na tarefa. “James me disse que, no set, era importante estabelecer o tom para todas as outras pessoas trabalhando no filme”, explica Corenswet. A atuação de Super-Homem (ou pelo menos de sua bondade) precisava acontecer na frente e atrás das câmeras, para manter o sentimento do filme em tudo.
“O Super-Homem só quer ser o Clark Kent”, explica o ator, fazendo referência à identidade secreta do herói. “Ele quer ser o ajudante dos amigos, não quem está no holofote.”
Entre os amigos está alguém que é um pouco mais que isso: Lois Lane, o interesse romântico de Clark – e do Super. “[No filme], você com certeza experimenta as partes da história amorosa entre Lois e… hm… eles, sem dar spoilers”, conta Brosnahan, que interpreta a jornalista.
Resta saber como esse triângulo amoroso entre duas pessoas e três personas vai se desenvolver no filme. O que a gente conseguiu saber da nova Lois Lane foi que o filme vai ser engraçado (mas não muito), e que o ofício de Lois como jornalista vai ser bem importante para o desenrolar da história.
O eterno nêmesis
Mas não é só de amor e bondade que vive um filme de super-herói. Todo mocinho precisa de um vilão, e o antagonista do Super-Homem já é clássico: Lex Luthor, um bilionário, gênio da tecnologia e envolvido com política.
Perguntamos ao ator Nicholas Hoult, que dá vida ao personagem, se ele por acaso se inspirou em algum dos bilionários da tecnologia que estão influenciando a política nos últimos anos.
“Eu não me inspirei em uma pessoa específica [do mundo real]”, explica Hoult. “Eu li quadrinhos, assisti às interpretações passadas e li várias coisas diferentes. Uma das coisas, entre muitas, que eu li, foi a biografia do Elon Musk. Isso não quer dizer que baseei o personagem nele de forma alguma, mas eu acho que há algo no progresso que o Elon está impulsionando que pode ser semelhante ao que Lex está tentando na história.”
O primeiro plano de Hoult, porém, não era ser o vilão careca, mas o próprio Homem de Aço. “Eu fiz uma audição para ser o Super-Homem”, contou o ator. “Quando eu peguei o roteiro e comecei a ler, eu já tive um instinto, lendo as partes do Lex e pensando ‘ah, eu me divertiria interpretando esse personagem’, mas meu foco no momento era o Super-Homem”. Não rolou, mas ele disse que ficou feliz com o jeito que as coisas aconteceram, porque “o David é um ótimo Super-Homem”.
Nova fase
Esse filme vai inaugurar a DC Studios, nova casa dos filmes baseados na famosa editora de histórias em quadrinhos. Mas isso não quer dizer que Superman é representativo do que vem por aí.
“Supergirl também será para todo o público, mas Pacificador é uma série bem adulta, assim como a série policial dos Lanternas Verdes, que é mais pé-no-chão“, explica Gunn, vestindo o casaco de CEO da empresa. “A ideia é permitir que vozes diferentes façam coisas únicas, mas de forma conectada.” Vamos ver se vai dar certo no novo filme do Homem de Aço.
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