Esse cara faz arte com Lego – e está chegando ao Brasil
O americano Nathan Sawaya consegue construir quase qualquer coisa com peças comuns do brinquedo. Mas o que ele gosta mesmo é de fazer arte.
Por Helô D'Angelo
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30 Maio 2016, 14h30 • Atualizado em 12 jan 2023, 18h03
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80 mil peças: esse é o tamanho de um tiranossauro rex de 6 metros de comprimento, que levou três meses para ficar pronto. O criador é Nathan Sawaya, um americano doido por Lego que, há 12 anos, largou o emprego de advogado para se tornar artista em tempo integral.
Sua exposição, Art Of The Brick (algo como “Arte das Peças”), atraiu mais de 2 milhões de pessoas e rodou o mundo inteiro – suas esculturas já visitaram grande parte dos Estados Unidos, a Austrália, a Ásia, a Europa e chegam ao país em agosto, trazendo para São Paulo e para o Rio de Janeiro 70 obras. Algumas delas foram criadas especialmente para o Brasil, mas, em entrevista exclusiva para a SUPER, o artista preferiu guardar segredo para surpreender os brasileiros. Será a primeira vez que a exposição de Sawaya vem à América Latina.
Mas Nathan não trabalha apenas com o que é curioso, como o dinossauro. Ele gosta de representar a figura humana em esculturas que explorem o emocional: sua obra mais conhecida, Yellow (de 11 mil peças), mostra um homem rasgando o próprio peito para mostrar ao mundo tudo o que o compõe – peças amarelas de Lego. Essa mesma obra até fez uma ponta no clipe de G.U.Y, da Lady Gaga.
A exposição, considerada pela CNN uma das 12 que você precisa ver na vida, só chega ao país daqui três meses. Mas você pode matar um pouco da curiosidade com a nossa galeria.
1/11Swimmer (nadadora, em português) tem 11 mil peças e levou 15 dias para ficar pronta. A obra foi esculpida no início da carreira de Nathan, quando ele tinha acabado de expor pela primeira vez, em 2007. O objetivo era construir formas femininas, mas havia o perigo de criar algo sexual demais - uma preocupação que surgiu porque muitas crianças visitam a exposição. Foi aí que surgiu Swimmer, que definitivamente tem formas femininas, mas nada de sexual. ()
2/11Dinosaur (dinossauro) é um tiranossauro rex de 80 mil peças que demorou um verão inteirinho para ficar pronto. A ideia era criar uma obra voltada especialmente para as crianças - e deu certo: uma das coisas favoritas de Nathan em uma exposição é ver a cara de surpresa dos pequenos enquanto observam o gigante de LEGO de 6 metros de comprimento. ()
3/11 Apesar de não parecerem, essas esculturas são bem grandes: medem 1m x 1m e têm 11 mil peças cada. Elas retratam a família de Nathan - em amarelo, o enteado, Will; em vermelho, a mulher, Courtney; em azul, o próprio Nathan. Os três rostos foram inspirados em máscaras africanas e, para construí-los, o artista se baseou em várias fotografias dos três, tiradas em ângulos diferentes. ()
4/11 Aos poucos, Nathan percebeu que as crianças eram o público principal de suas exposições. Então, ele criou uma série de 50 réplicas de obras de arte famosas, como o Davi de Michelangelo, para que a criançada aprenda mais sobre história da arte enquanto se diverte com as peças de LEGO. Além de Davi, Nathan recriou quadros como a Mona Lisa (em mosaico), de Da Vinci, O Grito (em 3D), Munch, e outras esculturas, como uma bailarina de Degas. ()
5/11 Réplica em mosaico de A criação de Adão - uma das partes mais famosas do teto da capela Sistina, de Michelangelo - é outra das peças criadas para atrair crianças para o mundo da arte. Com 5 mil tijolinhos, a maior dificuldade aqui foi encontrar uma paleta de cores que não ficasse muito diferente das originais - um desafio, já que Nathan sempre usa peças comuns de LEGO. ()
6/11Yellow é a escultura mais famosa de Nathan. O conceito surgiu quando Nathan ainda era advogado e estava tomando coragem tornar-se artista. O primeiro título da obra era Death (morte), e ela foi esculpida em conjunto com duas outras esculturas: Red (vermelho) ou Life (vida) e Blue (azul) ou Birth (nascimento), cada uma com cerca de 11 mil peças. Mas Yellow deixou de representar a transformação de Nathan em artista e ganhou várias interpretações independentes. ()
7/11 A obra My Boy é uma que se destaca pela sua força. Ela foi inspirada por um romance qualquer, que Nathan sequer lembra o título, mas desde a primeira vez em que foi exposta tem arrancado lágrimas dos visitantes. ()
8/11Ascension (ascenção) é um caso curioso: Nathan pensou a escultura como uma representação da liberdade, para uma exposição em Nova York, em 2010. Mas rapidamente as pessoas começaram a vê-la como uma figura religiosa e espiritual - o que, inclusive, fez com que o dono da galeria não a comprasse com medo de que ela parecesse favorecer alguma religião. ()
9/11 Essa série - Circle, Triangle and Square (círculo, triângulo e quadrado) - representa o básico da arte: as cores primárias, com as quais se pode formar todas as outras cores, e três formas básicas, que formatam tudo o que se pode criar. ()
10/11 A escultura Hands (mãos) é o pior pesadelo de Nathan: suas mãos ficarem inúteis. Logo depois de sua primeira exposição, surgiu a oportunidade de fazer uma mostra solo em Hollywood, mas Nathan ficou com tanto medo de não conseguir criar algo incrível que fez uma escultura com seu próprio temor. ()
11/11 A réplica desta escultura Moai - da ilha de Páscoa - é uma das obras mais impressionantes de Nathan: ela tem 75 mil peças, 2m de altura, e demorou 3 meses inteiros para ficar pronta. Mas o seu tamanho também é o motivo pelo qual ela não vem para a exposição no Brasil: a obra é grande demais para caber no avião. Pena. ()
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