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Por Da Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 abr 2011, 01h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h46
  • Rafael Kenski

    Abasteça o carro no orelhão

    O que fazer com um orelhão que perde a clientela? Os espanhóis encontraram uma solução. Depois de ver os telefones públicos perder importância com a ascensão dos celulares – o número de linhas móveis no país mais que dobrou desde 2000 -, a prefeitura de Madri achou uma nova ocupação para 30 orelhões da cidade. Eles estão sendo transformados em pontos de recarga para veículos elétricos, como o que você vê aí à esquerda. A ideia faz parte de um projeto do governo espanhol para estimular o uso dos carros elétricos no país. E Madri deu incentivos extras aos motoristas, como impostos reduzidos e estacionamento gratuito para aqueles que aderirem à proposta. Mas por que escolheram os telefones públicos? Porque, geralmente, eles estão localizados perto do meio-fio, o que ajuda os carros a recarregar com agilidade. E também porque já estão ligados à rede de energia, o que facilita a instalação do ponto de recarga. Em dois anos, a Espanha quer ter cerca de 2 mil veículos elétricos nas ruas. Hoje tem menos de 50.

    No Brasil
    Existem hoje aproximadamente 1,1 milhão de orelhões no Brasil – um número 17% menor do que em 2001. (No mesmo período, o total de celulares cresceu quase 500%, para 164 milhões de linhas.) E o Brasil já conta com um posto de recarga para veículos elétricos, inaugurado no Rio de Janeiro, em junho.


    Pacientes na rede

    O governo Obama deu um recado: quer que médicos acessem todo o histórico de seus pacientes por meio de um grande banco de dados digital unificado. Seria o fim daqueles longos questionários sobre vacinas, alergias e cirurgias. As empresas estão correndo para criar ferramentas que permitam essa digitalização. Veja algumas delas que já começam a chegar a consultórios e hospitais.

    WAL-MART
    A rede de supermercados lançou um pacotão que torna a tecnologia mais acessível a consultórios pequenos. O pacote inclui software e serviços (como manutenção e treinamento). Pra isso, conta com a ajuda de parceiras como a Dell.

    MICROFT

    Desenvolveu um sistema chamado HealthVault, que reúne e organiza informações de saúde e de exercícios físicos. Também pode compartilhar as informações com médicos e familiares. Além disso, interpreta os dados e até propõe dietas específicas.

    GOOGLE

    O site Google Health faz um trabalho parecido com o da Microsoft: promete analisar os dados do paciente. E, graças à IBM, recebe automaticamente informações coletadas por aparelhos dos médicos, como medidores de glicose e de pressão.
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    100%
    Dos Aviões de guerra poderão ser substituídos por aviõesrobôs até 2047, de acordo com a Força Aérea americana. Caças, bombardeiros e qualquer outro tipo de aeronave serão controlados remotamente, sem piloto. Esses aviõesrôbos, que já formam uma pequena frota nos EUA, são tecnicamente capazes de cumprir qualquer missão. Mas é provável que alguém permaneça na cabine deles para aumentar a segurança dos voos.

    Um leilão de pechinchas

    Viciados em compras não podem nem saber deste novo tipo de comércio eletrônico: as “lojas entretenimento”. São sites que organizam leilões um tanto anticonvencionais. Neles, vence quem der mais dinheiro, mas os produtos acabam vendidos por preços baixíssimos: um iPhone por uns R$ 15, uma TV de plasma por R$ 75. O segredo está nas regras do jogo. Regra 1: os lances têm de estar na casa dos centavos. Regra 2: o leilão começa com tempo determinado, geralmente 24 horas. Regra 3: cada lance prorroga esse tempo em até 20 segundos. Como os participantes viciam na disputa por um negócio incrível, a briga vai se prolongando – nos segundos finais, tanta gente dá lance que o tempo chega a aumentar em 4 ou 5 horas. Bom para os sites que inventaram a coisa. Cada participante paga uma taxa por lance que der, e é daí que os sites tiram lucro. Um dos principais, o Swoopo.com, registrou um lucro de US$ 32 milhões em 2008.

    Um rival para o Wii

    Uma bolinha chamada Blobo, tão pequena quanto aquelas de golfe – a companhia finlandesa Ball-it quer torná-la o seu próximo controle de videogames

    COMO FUNCIONA:
    Do mesmo jeito que o Wii. A bolinha tem uma tecnologia wireless que pode interagir, via Bluetooth, com pcs, celulares e consoles.
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    COMO JOGAR:
    Apertando, soltando e chacoalhando a bolinha (ah, e dando algumas batidinhas nela). Isso é suficiente para que a bola detecte movimentos do seu corpo e os reproduza no videogame.

    PRA QUE TIPO DE JOGOS É BACANA:
    Games de esportes. Nos de basquete, jogue a bolinha pra cima pra que o avatar lance a bola na cesta. Em um game de atletismo, coloque a Blobo no bolso e corra – o avatar reproduzirá sua velocidade. E a bolinha calculará quantas calorias você perdeu enquanto corria.

    QUANDO VAI SER LANÇADO:
    Em dezembro, em um pacote com 6 jogos pra pc, mas só na Finlândia. Depois irá para outros países da Europa. O preço deve ser similar ao de um jogo de computador (em torno de €15).

    Simples e bom

    Sabe aquele futuro high-tech e sofisticado que os filmes de ficção científica mostram? Parece que não estamos caminhando pra isso. Várias das principais revoluções no mundo da tecnologia vêm de produtos toscos se comparados a seus concorrentes. O mp3: é um formato de música com qualidade inferior à do cd e até do vinil. As filmadoras e máquinas fotográficas mais vendidas são as que têm poucos recursos. E o sistema de telefonia pela internet Skype tem um som pior do que o do telefone comum. Por que eles fazem tanto sucesso? Por serem mais fáceis, baratos, acessíveis ou flexíveis. É o que a revista Wired chamou de good enough revolution (“revolução do ‘bom o suficiente’”, em inglês): produtos que simplesmente cumprem sua função principal. E que, por isso mesmo, estão conseguindo mudar o mundo.
    As regras de um produto “BOM O SUFICIENTE”:

    NENHUMA FIRULA
    Se é uma câmera, precisa tirar fotos. Se for um carro, deve levar você de um lado a outro. Elimine os recursos extras.

    FACILIDADE DE U
    Nada de manuais complicados. O produto deve fazer você se sentir um profissional assim que você o tira da caixa.
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    BARATOS
    O preço precisa ser tão baixo que você se sinta à vontade de comprar por impulso. Ou que não fique tão triste se perdê-lo.

    ACESSÍVEIS
    Devem estar disponíveis online, serem pequenos o suficiente para guardar no bolso ou fáceis de achar em qualquer esquina.

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