Oferta Relâmpago: Super por apenas 5,99

Perdão e nojo têm raízes em comum no cérebro

Quem é mais nojentinho pode ter propensão maior ao rancor – e vice-versa.

Por Ana Carolina Leonardi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
24 out 2018, 17h42 • Atualizado em 16 nov 2018, 17h24
  • Há uma ilha dentro do cérebro. Uma região escondida lá no meio, chamada de córtex insular. E o tamanho dessa ilha pode determinar o quão disposto você é a perdoar quem te fez mal. Pessoas com esse pedaço do cérebro maior que a média tendem a ser mais rancorosas, de acordo com um novo estudo.

    Já quem tem uma ínsula menorzinha tende a se ofender menos com a ação alheia, e perdoa mais facilmente. O curioso é que o córtex insular é famoso por seu envolvimento em uma emoção totalmente diferente: o nojo.

    A ínsula fica ativa caso você veja (ou apenas imagine) uma cena bem nojenta – seja de uma carnificina ou comida podre.

    O interessante é que a pesquisa, realizada em Xangai, sugere que perdão e nojo são inversamente proporcionais no cérebro. Quem tem uma ínsula maior que o normal estaria mais predisposto a sentir nojo  e guardar rancor. E quem perdoa mais fácil, com sua pequena ínsula, seria também menos sensível às nojeiras do dia a dia.

    Publicidade