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Alunos têm notas melhores quando estudam dificuldades dos gênios

Afinal de contas, é bom saber que Albert Einstein e Marie Curie eram gente como a gente

Por Helô D'Angelo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 nov 2016, 18h53 • Atualizado em 11 mar 2024, 12h09
  • “Eu nunca vou chegar aos pés dessa pessoa”: é isso que muita gente pensa quando aprende, na escola, os feitos de figuras como Albert Einstein e Marie Curie. Faz sentido, afinal, eles revolucionaram o conhecimento humano.

    Um estudo da Universidade Columbia, porém, mostra que idealizar tanto assim os mestres da ciência pode ser uma armadilha para os estudantes — e que o truque para um melhor desempenho escolar seria fazer o contrário: falar sobre os erros e as dificuldades de cada um dos gênios, tornando-os apenas humanos que, depois de superar diversos desafios, fizeram conquistas importantes.

    Do estudo, participaram 402 alunos do colegial, de quatro escolas diferentes de Nova York — todas localizadas nos bairros mais pobres da cidade, como o Bronx e o Harlem. Os estudantes foram divididos em três grupos: o primeiro era um grupo de controle, que continuou com o programa escolar inalterado — ou seja, com o mesmo tratamento idealizado de sempre para Einstein e Curie, sem tocar nas dificuldades de cada um.

    O segundo grupo aprendeu sobre os desafios pessoais dos cientistas, como o fato de Einstein ter sido obrigado a fugir da Alemanha nazista por ser judeu, ou de Marie Curie ter precisado estudar em segredo por ser mulher. O terceiro grupo, por fim, ficou sabendo das falhas acadêmicas dos cientistas: as provas em que Marie Curie reprovou, por exemplo, ou a dificuldade de Einstein para se encaixar na escola. Esse último grupo também estudou como os cientistas venceram esses obstáculos para chegar às suas conquistas.

    A maior hipótese dos pesquisadores de Columbia era que os alunos dos grupos 2 e 3 fossem ter desempenhos piores depois da “humanização” dos gênios, pensando algo como: “Se Einstein era ruim na escola, como é que eu vou bem?”. Mas não foi o que aconteceu: na verdade, tanto os alunos que aprenderam sobre os apertos pessoais dos cientistas quanto os que ficaram sabendo de seus erros acadêmicos tiraram notas muito melhores do que os colegas do grupo de controle — e, além disso, tiveram uma melhora no desempenho muito mais visível do que a do grupo de controle.

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    A explicação dos pesquisadores de Columbia é simples: os alunos que só aprendem grandes feitos começam a imaginar que os cientistas já nascem com algum tipo de dom, e que estudar ciências é inútil — afinal, eles, reles mortais, nunca vão chegar lá, como explica Lin-Siegler, líder do time que realizou a pesquisa: “Quando os alunos pensam que Einstein é um gênio diferente de todo mundo, eles acreditam que nunca vão se igualar a ele. Mas quando o vêem como uma pessoa, isso lhes dá esperança”.

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