Todos os seres vivos têm um sistema imunológico?
Sim, e mesmo organismos muito pequenos, como bactérias, podem criar defesas personalizadas contra certos patógenos.
Existem dois tipos de imunidade: a inata e a adaptativa. A inata são os mecanismos de proteção genéricos, que não distinguem entre patógenos. Já a adaptativa, o próprio nome já diz, consiste em defesas que se adaptam a cada invasor.
Acredita-se que todo ser vivo tenha alguma forma de imunidade inata. Já a adaptativa, historicamente, é considerada exclusividade dos animais vertebrados.
Trabalhos recentes, porém, questionam se algumas espécies sem coluna vertebral ou crânio têm recursos que poderiam ser considerados adaptativos. As bactérias e arqueas, por exemplo, têm um sistema conhecido pela sigla em inglês Crispr que recorta pedacinhos de material genético dos vírus e plasmídeos que as infectam, e arquiva essas sequências em seu próprio DNA.
Essa memória, além de permitir que a bactéria identifique o invasor da próxima vez que ficar doente, acaba herdada por esses descendentes – o que transforma o próprio genoma daquela linhagem de microorganismos em uma biblioteca de ameaças que é construída coletivamente, geração após geração.
Pergunta de Renato Antoniassi, via e-mail
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