Foi Kushim, provavelmente. Ele aparece em uma tabuleta de argila da cidade-Estado de Uruk, na Suméria. O artefato data de entre 3.100 a. C. e 3.000 a.C., quando a escrita dava seus primeiros passos. Ele foi achado na Mesopotâmia, no atual sul do Iraque (o nome do país, inclusive, vem de “Uruk”).
A tabuleta é um documento administrativo, semelhante a um recibo. Ela registra a entrega de cevada ao longo de 37 meses e termina com uma identificação que funciona como assinatura. A inscrição costuma ser traduzida como: “29.086 medidas de cevada, 37 meses, Kushim.” O nome no final indica quem registrou ou conferiu a operação.
De quem foi o primeiro RG do Brasil?
Naquele contexto, a escrita era usada principalmente para controlar bens, impostos e pagamentos. A cevada era um recurso central na economia suméria, inclusive para a produção de cerveja, que tinha importância social e circulava como forma de remuneração.
Outras tabuletas do mesmo período trazem nomes como Gal-Sal, En-pap X e Sukkalgir, associados a registros de trabalho e propriedade. Isso sugere que os primeiros nomes escritos pertenciam a pessoas comuns envolvidas em tarefas cotidianas.
Alguns especialistas argumentam que “Kushim” pode ter sido um título ou cargo, não um nome próprio. Ainda assim, ele permanece como o candidato mais aceito a primeiro nome da história registrado por escrito. Fica a dica para o nome do seu filho.







