Por que o vombate faz cocô em forma de cubo?
Será que esta resposta está redondamente enganada?
Não existe um porquê. Até onde se sabe, os cem cocozinhos diários de 2 cm3 que esse mamífero distribui pelo deserto não evoluíram por seleção natural para cumprir uma função específica.
Eles são só um efeito colateral inusitado do funcionamento do intestino do vombate, que precisa extrair o máximo de água dos alimentos para sobreviver ao habitat árido dos outbacks australianos (prova disso é que vombates de zoológico, com acesso fácil à água, fazem cocôs menos cúbicos).
Um mamífero comum, como você, tem um intestino de elasticidade constante, que exerce uma pressão uniforme sobre o cocô conforme ele avança rumo à saída – tornando-o cilíndrico.
Já o intestino do vombate alterna trechos de maior e menor elasticidade e rigidez: o cocô passa mais rapidamente pelas regiões em que a contração é mais forte e depois se demora em regiões mais tranquilas.
Essa é uma descoberta recente, que data de 2021, e mais estudos (incluindo simulações de computador) serão necessários para entender como, exatamente, essa dança dos movimentos peristálticos torna as fezes cúbicas.
Pergunta de Robson Vilanova Ilha, São Sepé (RS), via e-mail.
Fonte: artigo “Intestines of non-uniform stiffness mold the corners of wombat feces”, por Patricia J. Yang e outros;
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