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O que impede o gorgonzola de ser completamente tomado pelo mofo?

Um pouco de azul, por favor. Mas não demais.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
26 jan 2025, 16h00

Para crescer, os fungos azulados e seguros que dão sabor a esse tipo de queijo precisam de oxigênio. Por isso, durante o período de envelhecimento (para uma peça de gorgonzola, de dois a quatro meses) os produtores fazem buracos com agulhas de aço inoxidável na peça, permitindo que o ar circule e que o mofo se reproduza lá dentro.

É por isso que o crescimento é pontual – o fungo só consegue crescer ao redor dos buracos que o queijeiro fez, onde há fácil acesso ao ar. Para que esses serezinhos azuis não saiam de controle, o resfriamento e a adição de sal também são importantes.

O fungo em questão é chamado Penicillium roqueforti, o que denuncia seu parentesco com o Penicillium rubens, mofo de onde Alexander Flemming extraiu o antibiótico benzilpenicilina em 1928, em uma revolução para a saúde pública.

Todo queijo azul – categoria gastronômica da qual também fazem parte os queijos roquefort e stilton – é produzido com o roqueforti. Para esse tipo de queijo, o mofo funciona como um tempero e, obviamente, não faz mal para a saúde. Ele adiciona acidez ao sabor e quebra proteínas, o que torna o resultado final mais cremoso.

Para conservar o gorgonzola, a indústria de laticínios usa o antibiótico natamicina, que impede a proliferação das leveduras. Ele é bom para desacelerar o crescimento dos fungos, mas não muito para controlar as bactérias, que reagem melhor à adição de sal.

Fontes: Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal de Viçosa e o blog sobre queijos The Courtyard Dairy.

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