Vacina não é drink, caro leitor.
Nenhum estudo até agora testou a aplicação de duas vacinas diferentes em um curto intervalo de tempo. Você certamente não vai querer ser cobaia de um teste clínico que você mesmo inventou.
Há o risco de que uma interfira com a outra. E mesmo que você tome dois shots da mesma, dobrar a dose não se traduz em mais eficácia. Caso uma vacina qualquer exija duas aplicações, ela será ministrada dessa forma pelas autoridades de saúde. Você não precisa tomar a iniciativa.
Os laboratórios testam diferentes doses, aplicadas em diferentes intervalos de tempo, até chegarem ao método de administração mais seguro e eficaz.
Uma dose maior, paradoxalmente, pode não dar conta do recado, e traz consigo o risco de efeitos colaterais graves.
Por fim: o Programa Nacional de Imunização (PNI), do SUS, controla as doses que cada indivíduo toma, e certamente não vai disponibilizar um segundo imunizante para quem já está imunizado.
Sabe o que dá certo? Cada um tomar a sua e só a sua, para que haja vacina para todos. Com uma vacina de eficácia 90%, por exemplo, o vírus só para de circular se 56% da população estiver protegida.
Pergunta de @tomioshi, via Instagram.
Fontes: Natália Pasternak e Luiz Almeida, microbiologistas, Instituto Questão de Ciência (IQC) e Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.
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