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Como exatamente o captcha diferencia robôs de humanos?

A frase “prove que você não é um robô” é só uma distração enquanto o site monitora seus movimentos.

Por Maria Clara Rossini
13 mar 2025, 14h00

Depende do método. O mais comum, chamado reCAPTCHA, consiste simplesmente em clicar em uma caixinha que diz “eu não sou um robô”. A frase é simbólica – o captcha não precisaria de nada escrito para funcionar. O clique também não é relevante. O que importa é a maneira como o seu mouse se move em direção à caixinha. Enquanto um bot andaria com o cursor em uma
linha reta, os humanos mexem percorrem caminhos mais orgânicos.

Ou seja: o site monitora seus movimentos antes do clique. Esse captcha baseado em comportamento foi introduzido pelo Google em 2014. Até hoje ele é um dos métodos mais eficazes para diferenciar bots de humanos. Uma versão mais recente desse método, lançada em 2018, sequer exige a caixinha: os sites que têm o reCAPTCHA v3 monitoram todo o seu comportamento na página, e decidem se você se assemelha mais a um robô ou humano.

Pense num site de compras online. Um usuário que tenta milhares de senhas diferentes para fazer login ou posta centenas de reviews nos produtos provavelmente é um um robô. Já aquele que navega entre as diferentes categorias do site, compara preços e demora antes de selecionar um produto é um humano indeciso.

Dessa forma, o reCAPTCHA dá uma nota para cada interação, que indica se ela é mais ou menos suspeita. Se o comportamento for estranho, o site pode pedir algum outro tipo de ação do usuário, como a autenticação em dois fatores. Essa é uma forma de proteger o site de ataques cibernéticos.

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As primeiras versões

Captcha é uma sigla para Completely Automated Public Turing Test to Tell Computers and Humans Apart (ou “teste público de Turing completamente automatizado para distinguir computadores e pessoas”). Trata-se de uma referência ao teste criado pelo matemático Alan Turing em 1950. Na versão original, voluntários precisam distinguir se estão conversando com um humano ou uma máquina. Na versão presente hoje nos sites, é o computador que precisa acertar se o usuário é uma pessoa de carne e osso ou um bot.

No início dos anos 2000, o captcha mostrava letras e números distorcidos, que apenas humanos conseguiam identificar. Com o avanço das técnicas de visão computacional (ou seja, reconhecimento de imagem), as máquinas também passaram a distingui-las. Os textos ficaram cada vez mais distorcidos para dificultar o trabalho dos bots – chegando ao ponto de se tornarem irreconhecíveis até para humanos. Essa versão do teste, então, deixou de fazer sentido.

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