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Bruno Garattoni

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Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.

“Resident Evil Requiem” une primeira e terceira pessoas com inteligência

Jogo alterna suspense e ação no ritmo certo, e mantém a franquia da Capcom no topo dos games de terror; leia review

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
2 mar 2026, 16h00 •
  • Resident Evil, da produtora japonesa Capcom, é a maior franquia de games de terror, com 170 milhões de cópias vendidas ao longo das últimas três décadas. Cada novo jogo é aguardado com expectativa pelos fãs do gênero – e Resident Evil Requiem, o nono título da série, lançado na última sexta-feira (27), está à altura. 

    Você assume o papel de dois personagens, que investigam o surto de uma doença misteriosa e se revezam ao longo da história: Grace Ashcroft, uma analista do FBI, e Leon Kennedy, o tradicional protagonista da franquia. Nas fases com Grace, o jogo acontece com a câmera em primeira pessoa; quando é a vez de Leon, passa para a terceira (em que o personagem também aparece na tela). 

    Isso não é obrigatório: dá para jogar tudo em primeira ou terceira pessoa, se você preferir. Mas a alternância de pontos de vista faz sentido, complementa bem as características dos personagens e das fases.

    Grace é mais frágil, e suas missões têm ênfase na exploração, coleta de itens e solução de puzzles – então faz todo o sentido que elas sejam em primeira pessoa, com ângulo de visão mais fechado e imersivo. Já Leon é mais apto ao combate, corpo a corpo ou com armas, que funciona melhor com a câmera em terceira pessoa.  

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    O ritmo do jogo é bem calibrado, encadeando sequências de suspense, ação e sustos nas horas certas. Como típico da franquia, Resident Evil Requiem é relativamente difícil. Mas a Capcom fez uma concessão bem-vinda: o modo de dificuldade Standard (Modern), que adiciona mais munições, insumos e pontos de salvamento ao game.

    Captura da tela do jogo Resident Evil Requiem.
    (Capcom/Reprodução)

    O visual é excelente, com cenários escuros mas cheios de detalhes, expressões faciais realistas e ray tracing muito bem implementado, com ótimos efeitos de luz no PC, plataforma em que testamos o jogo. Usamos uma placa de vídeo RTX 3080 Ti, que não teve dificuldade para manter 60 quadros estáveis em 4K (com upscaling via DLSS, no modo Qualidade). 

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    É uma placa bem potente, com 34 teraflops de capacidade de processamento (o triplo do PlayStation 5), mas que já tem cinco anos de idade – e não possui tecnologias que placas mais modestas, porém mais recentes, oferecem, como frame generation. Ou seja: Resident Evil Requiem tende a rodar bem em todos os níveis de hardware, incluindo os consoles (entre eles, só o PS5 Pro tem ray tracing habilitado no jogo). 

    Mérito da Capcom e da RE Engine, plataforma da empresa na qual o game foi desenvolvido. A indústria de games tem sofrido com engasgos e problemas de performance em jogos feitos na Unreal Engine 5. Nesse aspecto, a RE Engine é um alívio, um sopro de ar fresco. 

    Captura da tela do jogo Resident Evil Requiem.
    (Capcom/Reprodução)
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    Resident Evil Requiem não é longo: dura de 9 a 12 horas, dependendo do seu ritmo. Então poderia custar um pouco menos (está sendo lançado quase a preço cheio). Mas tem qualidade, entrega o que os fãs esperam – e mantém a franquia no topo dos games de terror.

    Resident Evil Requiem está disponível para PC, PlayStation, Xbox e Switch 2, por R$ 299 a R$ 339.

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