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Bruno Garattoni

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Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.

“Death Stranding 2” é mais amigável do que o antecessor – e tão genial quanto

Novo game para PlayStation 5 faz concessões para atrair mais jogadores, mas se mantém original e desafiador; leia review

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jun 2025, 16h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h15
“Death Stranding 2” é mais amigável do que o antecessor – e tão genial quanto Priorizar nos meus resultados Google

Quando Death Stranding foi lançado, em 2019, houve quem o chamasse pejorativamente de “simulador de caminhada” – porque a missão do protagonista, Sam, é atravessar os EUA a pé entregando pacotes após o colapso da civilização. Mas o jogo é muito mais do que isso: um sci-fi original e sofisticado, com ambientação, enredo e desafios altamente envolventes.

Death Stranding 2: On the Beach, que será lançado nesta quinta-feira (26) para PlayStation 5, faz algumas concessões que o tornam mais amigável ao jogador médio. Você já começa com uma arma (o que no game original só acontece depois de várias horas), e as primeiras missões já trazem um pouco de combate – não apenas a caminhada furtiva do jogo anterior. 

O jogador também tem acesso a um veículo bem antes, logo no começo da história, o que ajuda a transpor as longas distâncias envolvidas nas missões – sem eliminar a dificuldade dos trechos a pé, que continuam sendo um dos elementos centrais do game.

Em Death Stranding 2, uma rede de robôs substituiu os carregadores humanos, e o protagonista Sam (Norman Reedus) vive isolado numa caverna com o filho pequeno. Até que é chamado para uma missão, ir ao México para conectar o país à “rede quiral” – uma espécie de internet pós-apocalíptica que interliga a civilização. E aí a história tem uma reviravolta. 

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Imagem de jogo Kojima Productions.
(Kojima Productions/Reprodução)

Ao contrário do antecessor, um jogo de PS4 que depois ganhou versão para o PlayStation 5, Death Stranding 2 foi desenvolvido especificamente para o PS5.

Isso fica evidente no visual, que é bem impressionante: as formações rochosas (assim como no game anterior, principal obstáculo do terreno) beiram o fotorrealismo. A sequência de abertura, que mostra algumas delas e aí, com um movimento de câmera, passa o controle para o jogador, é de tirar o fôlego.  

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Isso acontece também pela trilha sonora – que é excelente, alternando músicas originais e clássicos bem escolhidos (como Raindrops Keep Falling on My Head, de 1969, que toca na primeira aparição da timefall, a chuva que acelera o envelhecimento no jogo).  

Imagem de jogo Kojima Productions.
(Kojima Productions/Reprodução)

Assim como o game anterior, Death Stranding 2 se destaca pelas ótimas atuações: além de Norman Reedus, que interpreta Sam, o elenco traz Léa Seydoux (como Fragile) e os cineastas Guillermo del Toro (Deadman), Nicolas Winding Refn (Heartman) e Fatih Akin (Dollman). 

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A participação de três cineastas (e na incomum função de atores) demonstra a proximidade do japonês Hideo Kojima, o criador do jogo, com o mundo do cinema. E Death Stranding 2 é altamente cinematográfico. Sua direção de arte espetacular, mitologia profunda, atuações rigorosas e visual fotorrealista fazem outros games parecerem primários, pequenos, pouco ambiciosos.

Hideo Kojima está para os games como Stanley Kubrick está para o cinema. Nem sempre compreendido – mas invariavelmente genial.  

Death Stranding 2: On the Beach será lançado nesta quinta-feira, dia 26/6, para PlayStation 5, por R$ 350. 

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