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Spray à base de plantas promete substituir embalagens plásticas

O objetivo da tecnologia é reduzir o impacto dos plásticos no meio ambiente - e na nossa saúde. Veja como ela funciona.

Por Leo Caparroz
24 jun 2022, 17h01 • Atualizado em 24 jun 2022, 17h39
  • Com o objetivo de produzir alternativas ecologicamente amigáveis para embalagens de alimentos, um grupo de cientistas das universidades Rutgers e Harvard, nos EUA, desenvolveu um revestimento biodegradável à base de plantas. Ele pode ser pulverizado em alimentos, protegendo-os contra microrganismos e eventuais danos durante o transporte.

    “Sabíamos que precisávamos nos livrar das embalagens de alimentos à base de petróleo e substituí-las por algo mais sustentável, biodegradável e não-tóxico”, conta Philip Demokritou, um dos participantes da pesquisa, publicada na última segunda (20) na revista científica Nature Food. “E nos perguntamos ao mesmo tempo: ‘Podemos projetar embalagens que prolonguem a vida útil e reduzam o desperdício de alimentos, melhorando a segurança alimentar?”’.

    A tecnologia transforma biopolímeros – longas cadeias de moléculas produzidas por seres vivos – em fibras que podem entrar em contato com os alimentos, revestindo-os. Avaliações mostraram que o revestimento estendeu a vida útil de abacates em 50%.

    A embalagem pode ser enxaguada com água e é biodegradável – se decompõe no solo em três dias, de acordo com o estudo. O material que envolve os produtos é resistente o suficiente para proteger contra choques e contém agentes antimicrobianos naturais (óleo de tomilho, ácido cítrico e nisina) que combatem o processo de deterioração e microorganismos causadores de doenças.

    Adeus, petróleo

    A nova embalagem visa abordar um grave problema ambiental: a proliferação de produtos à base de petróleo. Os microplásticos já poluem oceanos, solos – e o nosso corpo.

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    “Nos últimos 50 a 60 anos, durante a Era do Plástico, colocamos 6 bilhões de toneladas de resíduos plásticos em nosso meio ambiente. Eles estão lá fora se degradando lentamente. E esses pequenos fragmentos estão chegando à água que bebemos, à comida que comemos e ao ar que respiramos,” alerta Demokritou .

    No curto prazo, não há propostas de produção industrial da nova embalagem. Os pesquisadores esperam que, no futuro, embalagens plásticas possam ser trocadas por essas “embalagens antimicrobianas biodegradáveis, de baixo custo e ambientalmente amigáveis”.

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