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Sonda da Nasa fez história ao realizar o voo mais próximo do Sol

A sonda ficou a uma distância de 6,15 milhões de quilômetros do Sol. Pode parecer longe, mas é 96% mais próximo do que nós estamos.

Por Eduardo Lima
27 dez 2024, 19h00

No dia 24 de dezembro, enquanto você comia peru e se preparava para abrir os presentes de Natal, a sonda solar Parker, da Nasa, tentava completar o voo mais próximo do Sol já feito por um objeto construído por seres humanos, sem se destruir inteiramente no processo.

Como um presente de Natal para todos os astrônomos do mundo, a sonda Parker conseguiu se aproximar da nossa estrela. Ela precisou aguentar temperaturas de até 982 °C e níveis intensos de radiação solar.

A Nasa fala que o objetivo da missão é “tocar o Sol”, entre aspas, mesmo. A sonda Parker esteve a uma distância de 6,15 milhões de quilômetros do Sol, com uma velocidade de 692.000 km/h.

Para efeitos de comparação, a Terra está a 149 milhões de quilômetros de distância do Sol. Ou seja: a sonda percorreu 96% da distância entre o planeta e a estrela.

Depois de quebrar o recorde na véspera de Natal, a Nasa informou que a sonda mandou um sinal de volta para a Terra, que indica que ela está operando normalmente, em bom estado de conservação. Todo tipo de comunicação da sonda estava fora do ar durante o momento da aproximação. A agência espacial dos Estados Unidos espera que a espaçonave Parker envie dados detalhados de sua expedição no primeiro dia de 2025.

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A sonda solar Parker foi lançada ao espaço em 2018. Foram seis anos de voo para chegar ao ponto mais próximo do Sol. Durante esse período, a espaçonave já completou 21 órbitas ao redor da estrela, ocasionalmente passando perto de Vênus.

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O que protege a Parker das condições ambientais extremas é um escudo de carbono reforçado, que aguenta temperaturas de até 1377 °C. A sonda tem o tamanho de um carro pequeno, e carrega quatro conjuntos de instrumentos para coletar dados sobre a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera da estrela.

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A sonda Parker já tinha se aproximado do Sol em 2021, mas só chegou a 13 milhões de quilômetros da estrela. O voo da véspera de Natal de 2024 quebra todos os recordes anteriores de aproximação do Sol. Na prática, isso se traduz em mais dados para estudar a coroa solar e entender os ventos solares (fluxos de partículas carregadas que escapam da atração gravitacional do Sol).

O objetivo da missão Parker – que tem esse nome por causa do Dr. Eugene Parker, o astrofísico que desenvolveu a teoria dos ventos solares – era completar 24 órbitas ao redor do Sol num período de sete anos.

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