Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Abril Day: Super por apenas 4,00

Rolls-Royce aposta em motores nucleares para viagens a Marte

A empresa fechou um acordo com a agência espacial britânica para investir na tecnologia, que pode reduzir pela metade o tempo de viagem ao Planeta Vermelho.

Por Carolina Fioratti
15 jan 2021, 19h35 • Atualizado em 16 jan 2021, 08h18
  • Nesta semana, a Agência Espacial do Reino Unido anunciou uma parceria com a fabricante de motores para aeronaves Rolls-Royce. O objetivo é explorar o uso de energia nuclear para propelir espaçonaves em futuras viagens a Marte. Hoje, o combustível mais popular no setor aeroespacial é a hidrazina, um composto químico altamente tóxico.

    É bom deixar claro desde já que a energia nuclear só entraria cena quando o veículo estivesse no espaço aberto, distante da Terra, algum tempo após a decolagem. Todo veículo espacial decola acoplado a um foguete. Depois, o foguete é descartado. Só o módulo menor, que contém a tripulação e a carga, segue viagem. A energia nuclear serviria para impulsionar o módulo. O foguete continuaria utilizando combustível convencional para evitar acidentes graves.

    De acordo com os pesquisadores, a tecnologia poderia reduzir o tempo de viagem ao Planeta Vermelho pela metade: com uma ajudinha atômica, a ponte aérea mais aguardada do Sistema Solar levaria algo entre três e quatro meses. Apesar dessa previsão de uso épica, ninguém descarta que a tecnologia possa se provar útil em viagens mais curtas ou até expedições não tripuladas. 

    O contrato com o governo não é novidade para a Rolls-Royce, já que a empresa forneceu a tecnologia de propulsão nuclear usada para mover a frota de submarinos da Marinha Real por 60 anos. Além do desenvolvimento de motores junto à agência espacial, a Rolls-Royce também deverá construir em terra uma série de reatores modulares pequenos, que ajudarão a suprir uma demanda crescente por eletricidade no Reino Unido.

    O emprego de energia nuclear em viagens espaciais não é inédito. A Nasa testou a tecnologia em suas espaçonaves na década de 1960, mas cortes no orçamento fizeram com que o programa fosse encerrado em 1972. No final de 2017, a agência americana anunciou que estava explorando esses motores novamente.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    ABRILDAY

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ABRILDAY

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.