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Relógio do Juízo Final atinge 89 segundos para o fim do mundo – o pior nível da história

O relógio metafórico criado por Einstein se aproxima de uma catástrofe, mas pesquisadores têm recomendações de como parar o avanço dos ponteiros.

Por Manuela Mourão
29 jan 2025, 19h00

Seca, incêndios florestais, poluição extrema, extinção, enchentes e inundações. Essas são algumas das palavras cada vez mais difíceis de escapar – seja vendo o jornal, lendo uma reportagem, um livro e até mesmo na mesa de bar. O colapso da civilização como a conhecemos hoje parece iminente. 

Cada dia que passa estamos mais próximos de concretizar o que cantava a Banda Eva no início dos anos 2000: “é o fim da aventura humana na Terra”. O Boletim dos Cientistas Atômicos concorda com a Ivete, tanto que moveu o ponteiro do “Relógio do Juízo Final” para 89 segundos até a meia-noite (um jeitinho carinhoso de chamar o fim do mundo).

O Boletim é uma organização sem fins lucrativos, co-fundada pelo físico Albert Einstein, em 1945. Há anos ela alerta sobre tendências que empurram a existência humana à extinção. 

No ano passado, O Boletim programou o relógio metafórico como um timer, que conta 90 segundos até a meia noite – o mais próximo do fim do mundo até então. Agora, o relógio moveu seu ponteiro para 89 segundos, devido às alterações climáticas, ameaças nucleares, armas biológicas, pandemias, e tecnologias como inteligência artificial, que impactam diretamente o meio ambiente).    

De acordo com a organização, “as tendências que preocuparam profundamente o Conselho de Ciência e Segurança continuaram e, apesar dos sinais inequívocos de perigo, os líderes nacionais e as suas sociedades não conseguiram fazer o que era necessário para mudar o rumo”, em seu anúncio anual

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No documento foi citado um relatório da Iniciativa de Política Climática de 2024, que mostra que o investimento dos governos para mitigar ou se adaptar às mudanças climáticas deve ser cinco vezes maior que o atual para evitar as piores consequências das emissões de gases com efeito estufa.   

Para O Boletim, o arsenal nuclear dos países ao redor do globo indica que qualquer conflito pode rapidamente escalar e se transformar em guerras nucleares. Além disso, foi mencionado a nova tendência pós covid-19, do ceticismo em relação às recomendações de saúde pública.

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No comunicado, o conselho escreveu que “a IA está se tornando uma preocupação maior, especialmente porque ela torna mais fácil a propagação de informações erradas e desinformação”. Eles dizem que “essa corrupção do ecossistema da informação mina o discurso público e o debate honesto dos quais depende a democracia”.

Outros fatores que foram citados envolvem a nova cepa de H5N1 e a alta quantidade de laboratórios biológicos de alta contenção ao redor do mundo, que precisam ser bem monitorados para que não exista uma liberação acidental de agentes infecciosos.

“Continuar cegamente no caminho atual é uma forma de loucura”, escreve O Boletim na conclusão do documento. “Os Estados Unidos, a China e a Rússia têm o poder coletivo de destruir a civilização. Estes três países têm a responsabilidade principal de tirar o mundo da beira do abismo, e podem fazê-lo se os seus líderes iniciarem seriamente discussões de boa-fé sobre as ameaças globais aqui descritas”, terminam. 

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Por fim, eles dizem que “apesar das suas profundas divergências [entre EUA, China e Rússia], eles deveriam dar o primeiro passo para um futuro melhor sem demora.”

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