Quer parecer sincero no WhatsApp ou no Tinder? Evite abreviar as palavras
Quem usa muitas abreviações em mensagens de texto parece menos sincero e recebe menos respostas, revelou uma nova pesquisa.
Você é do tipo que costuma abreviar tudo o que for possível em conversas de texto? Cuidado: pode soar falso ou desinteressado, e ainda perder um bom contatinho no Tinder.
Um estudo publicado pela Associação Americana de Psicologia concluiu que mensagens que incluem muitas abreviações e siglas em vez de palavras ou frases completas soam menos sinceras e, consequentemente, recebem menos respostas do interlocutor.
A conclusão do artigo se baseou em outras oito pesquisas que, juntas, somaram mais de 5.300 pessoas. Entre o material de pesquisa estão conversas em apps de mensagens, como o Discord, e históricos de chat do Tinder, o app de paquera.
Nos experimentos, os usuários que usavam abreviações receberam respostas mais curtas e com menos frequência, e tinham menos chances de conseguir mais informações dos seus interlocutores (algo que é desejável num aplicativo de namoro, por exemplo).
A explicação para o fenômeno, segundo os pesquisadores, é que quem usa muitas abreviações passa a imagem de alguém que não está se esforçando muito na conversa, e, portanto, não se importa muito com ela. Como resultado, o interlocutor também não se dá ao trabalho de manter o bate-papo fluindo.
O uso de abreviações é quase regra na conversa por texto: em uma das pesquisas, 99% dos participantes relataram usar o recurso, e 84% deles disse acreditar que seus interlocutores não se importariam com isso.
No inglês, é comum que frases inteiras sejam abreviadas nas mensagens de texto usando só as inicias de cada palavra: “How are you?” (“Como você está?”) vira simplesmente “hru”; “I love you” e simplificado para “ily”, e assim por diante.
“Embora as abreviações possam economizar tempo e esforço, nossa pesquisa sugere que elas também podem dificultar a comunicação eficaz e influenciar negativamente as percepções interpessoais”, escrevem os autores no artigo publicado no Journal of Experimental Psychology.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Toronto e da Universidade Stanford.
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