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Nova espécie de titanossauro com “só” 6 m de comprimento é descoberta na Argentina

O saurópode hermano, com pescoço grande e patas curtinhas, foi encontrado junto de várias outras espécies do fim do Cretáceo, como tartarugas e lesmas.

Por Eduardo Lima
7 mar 2025, 19h00

Uma equipe de paleontólogos descobriu uma espécie inédita de dinossauro pescoçudo perto de uma grande salina no norte da Patagônia, na Argentina. O novo titanossauro, que viveu há cerca de 78 milhões de anos e tinha cerca de 6,7 metros de comprimento, foi chamado de Chadititan calvoi.

Os cientistas encontraram ossos fossilizados em bom estado de preservação, e por meio de sua análise conseguiram descobrir que o Chadititan c. provavelmente era um saurópode magro e não muito grande. Ele é diferente de outros titanossauros conhecidos, com vértebras mais longas. Tudo indica que o dino argentino era um herbívoro, sem compartilhar da paixão dos argentinos contemporâneos por um churrasquinho.

O nome do dinossauro não é uma referência a sua calvície, mas sim uma homenagem ao finado paleontólogo argentino Jorge O. Calvo. Já Chadititan é uma mistura da palavra mapuche chadi, que significa sal, com a palavra grega para “titã”.

Esse titã do sal foi descrito num artigo publicado na Revista del Museo Argentino de Ciencias Naturales, escrito por paleontólogos da Argentina e do Uruguai.

Não encontraram só dinossauros

A espécie fazia parte do mesmo grupo do rinconssauro, um dinossauro argentino que chegava aos 11 m de comprimento, com um pescoço enorme, e que foi descrito inicialmente por Calvo, o paleontólogo homenageado no nome do Chadititan c. Ambas as espécies eram herbívoras e viviam na região da Patagônia. No fim do Cretáceo, a área era muito mais quente do que hoje em dia, com suas estações de esqui.

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Os ossos do Chadititan c. foram encontrados na formação geológica Anacleto, perto de onde os primeiros fósseis de rinconssauro foram descobertos, no fim da década de 1990. Junto dos restos mortais do titanossauro, os paleontólogos encontraram fósseis de espécies antigas de lesmas, peixes-agulha, amêijoas, tartarugas de água doce e até parentes dos crocodilos.

No mesmo baú de tesouros paleontológicos, os pesquisadores também encontraram o primeiro registro fóssil da família de lesmas tropicais Neocyclotidae. O sítio provavelmente era um pequeno lago cercado por dunas de areia e palmeiras, bem mais quente e árido do que as montanhas cheias de neve da Patagônia atual.

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Encontrar diversos fósseis diferentes, além do titanossauro, dá uma ideia de como era o ecossistema da região no período Cretáceo. Uma coisa que os pesquisadores perceberam é uma abundância de tartarugas e escassez de crocodilos, bem diferente do que acontecia na América do Norte e na Europa na mesma época. 90% dos fósseis recuperados eram de tartarugas de água doce. Em outros sítios ao redor do mundo, elas raramente representam mais de 50% da fauna.

Mais estudos e escavações na região vão ser importantes para descobrir mais sobre o Chadititan calvoi e outros monstrinhos pré-históricos que, a exemplo de Belchior, era bons rapazes latino-americanos.

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