Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Abril Day: Super por apenas 4,00

Mudanças climáticas vão durar mais de 10 mil anos

Pesquisa calcula que as mudanças climáticas afetarão o planeta por muitos milênios. Grandes áreas costeiras ainda podem ser salvas se pararmos imediatamente de emitir carbono.

Por Denis Russo Burgierman
10 fev 2016, 20h30 • Atualizado em 31 out 2016, 19h05
  • Quase sempre, quando se pesquisa as mudanças climáticas, o horizonte de tempo das projeções de futuro é de um ou dois séculos – 300 anos, no máximo. Uma nova pesquisa que acaba de ser publicada pela revista Nature resolveu olhar mais longe e extender as projeções para 10 mil anos.

    Leia mais: 2015 foi o ano mais quente da história. E 2016 deve ser pior.

    O resultado assusta. Ficou claro pelas projeções que a maior parte dos aumentos na temperatura e das áreas alagadas pelo oceano não serão revertidos nem em dez milênios. Ficou clara também a urgência de interromper o mais rápido possível a emissão de gases de efeito estufa: a pressa com a qual lidarmos com o tema fará diferença na temperatura da Terra e no nível do mar por mais de 10 mil anos.

    10 mil anos é muito tempo para padrões humanos. 10 mil anos atrás, não havia nenhuma cidade humana na Terra, os mamutes ainda andavam por aí e agricultura dava seus primeiros passos.

    Mas, em termos geológicos, 10 mil anos é um piscar de olhos. E já está claro que se iniciou uma nova era geológica: o antropoceno, na qual a principal força alterando o planeta é a ação humana. Já que nossas ações se manifestam no plano geológico, faz sentido medir o impacto delas em tempo geológico. Temos que olhar para dezenas e centenas de milênios, não mais para séculos.

    Continua após a publicidade

    Leia mais: Esse cara pode ter sido o ancestral da humanidade inteira.

    O grupo de pesquisa, composto de dezenas de cientistas das principais universidades do mundo, criaram grandes modelos climáticos usando os três cenários com os quais os cientistas costumam trabalhar: um de transição muito urgente para uma economia de carbono zero, um mais gradual e um no meio termo.

    Os modelos mostraram que, dependendo de qual desses cenários adotarmos, o oceano pode subir 25 ou 52 metros, e ficar alto assim por mais de 10 mil anos. Isso significa que as decisões de hoje impactarão profundamente o tamanho e o formato dos continentes no futuro distante. Nos cenários mais pessimistas, pelo menos 25 megacidades terão que deslocar metade de suas populações ou mais, e 122 países terão que deslocar 10% de suas populações ou mais.

    Enfim, o cenário é sombrio, mas o único jeito de lidar com ele é enfrentando o problema e parando de emitir carbono. Hoje, se possível.

    Leia mais: O Brasil secou.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    ABRILDAY

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ABRILDAY

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.