Miopia não depende da córnea do doador
Em um transplante, o receptor só será míope se seu olho for mais longo que o normal.
Se uma pessoa com miopia ou astigmatismo doar seus olhos, quem receber a doação terá o mesmo problema?
Não necessariamente. A miopia não depende apenas do formato da córnea, a parte geralmente retirada nas doações, mas principalmente do comprimento do olho. Quando ele é muito longo, a imagem de um objeto que estiver distante forma-se fora da retina e fica desfocada. Se o receptor da doação tiver os olhos de comprimento médio, provavelmente não será míope.
O astigmatismo depende mais da forma da retina que da córnea. Se a retina tiver alguma imperfeição, os raios de luz chegam irregularmente ao fundo do olho e a imagem fica embaçada. “É verdade que, no transplante, precisamos dar alguns pontos com náilon para segurar a córnea no lugar certo”, explica o oftalmologista Ivan Brisola, da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. Esses pontos provocam uma pequena deformação nela, causando o astigmatismo. O problema, contudo, tende a desaparecer com o tempo, na medida que ela vai se adaptando. “O importante é que as pessoas saibam que o fato de serem míopes ou terem astigmatismo não as impede de doar as córneas”, diz Brisola.
Como o olho desvia a luz
Problemas de visão dependem da anatomia ocular de quem recebe o trans
Se o receptor do transplante tiver um globo ocular comprido será míope, pois a imagem se forma antes da retina.
Os pontos usados para fixar a córnea provocam uma deformação que desvia os raios de luz, causando astigmatismo temporário.
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