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Lançamento da SpaceX faz história. De novo

Elon Musk lança o maior foguete em meio século, e pousa seus primeiros estágios de volta – coisa que a Nasa jamais sonhou em fazer.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Alexandre Versignassi Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
6 fev 2018, 19h53 • Atualizado em 7 fev 2018, 09h36
  • Os dois propulsores laterais do Falcon Heavy, primeiro veículo criado pela iniciativa privada a sair da órbita da Terra, se soltaram e pousaram de volta em Cabo Canaveral, na Flórida. Tudo em perfeita sincronia – haja mira.

    Se você não estava em Marte hoje, sabe o objetivo da missão: colocar um carro elétrico conversível na órbita do Sol, usando o foguete mais potente desde o Saturn V, aquele que nos levou à Lua há quase meio século. Tudo ao som de Life on Mars, de David Bowie. Essa órbita interceptará a do planeta vermelho em alguns meses – mas é bom lembrar que o objetivo, desta vez, não é alcançá-lo. O lançamento foi uma demonstração.

    O potencial agora é infinito. É que os foguetes poderão ser reabastecidos e usados para auxiliar um novo lançamento. São foguetes recicláveis – coisa que a Nasa jamais produziu; a tecnologia é toda da SpaceX, a empresa aeroespacial que o bilionário Elon Musk montou com o objetivo de chegar em Marte. No fim, isso pode (e vai) baratear os voos espaciais nos próximos anos. Não é a primeira vez que foguetes da empresa pousam depois de lançados. Mas isso nunca tinha acontecido com vários deles a bordo de uma única, e gigantesca, nave.

    Cada lançamento do Falcon Heavy custa US$ 90 milhões. É pouco. O concorrente mais próximo do Falcon, o Delta IV Heavy, desenvolvido por uma parceria entre as veteranas Boeing e Lockheed, não sai do chão por menos de US$ 350 milhões. E só leva metade da carga.  

    Além de cruzar o caminho de Marte, o Falcon Heavy também pode ser usado para turismo espacial e até para transportar os módulos necessários para a construção de uma base na Lua – um dos objetivos de longo prazo da Nasa. A agência espacial americana parece confiar no potencial de Musk: o foguete decolou na plataforma de lançamento LC-39A, no Kennedy Space Center. Mesmo lugar de onde saíram a Apolo 11 e o último voo do ônibus espacial Atlantis, em 2011.

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    Reveja o lançamento histórico aqui. O ponto alto, que é o pouso simultâneo dos foguetes laterais, acontece aos 37 minutos:

    Atualização: a SpaceX afirmou ontem, em coletiva de imprensa, que o terceiro estágio do foguete – que deveria ter pousado em uma balsa no Atlântico – não conseguiu retornar. 

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