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Dezenas de pegadas de dinossauros são encontradas em escola australiana

O achado registra a travessia de 47 pequenos dinos herbívoros que passaram pela região há mais de 200 milhões de anos

Por Bela Lobato
12 mar 2025, 16h00

Era apenas um pedregulho em uma escola, em Queensland, na Austrália. Trazido de uma mina próxima há mais de vinte anos, ele não chamava nenhuma atenção. Até um paleontólogo descobrir que a pedra continha a maior concentração de pegadas de dinossauros por metro quadrado já encontrada na Austrália.

O fóssil de 200 milhões de anos registra 47 indivíduos diferentes que deixaram suas pegadas enquanto passavam por uma faixa de terra úmida, possivelmente seguindo ou atravessando um corpo d’água. A pedra registra 13 trajetos bem definidos e algumas pegadas soltas.

As pegadas têm três dedos e se parecem com as de aves – o que não é mero acaso, já que as aves são tipos de dinossauros.

Fotografia do Anthony Romilio examina uma pedra contendo pegadas no estacionamento da mina Callide.
O paleontólogo Anthony Romilio analisa a pedra com a maior densidade de pegadas de dinossauro já encontrada na Austrália. (Universidade de Queensland/Reprodução)

Características revelam que as pegadas foram deixadas por Anomoepus scambus, herbívoros de pernas longas, corpo robusto, braços pequenos e cabeça pequena, com um bico. O padrão deixado pelos animais permite concluir que eles andavam com calma, a menos de seis quilômetros por hora.

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“O achado é um retrato sem precedentes da abundância, do movimento e do comportamento dos dinossauros em uma época da qual nenhum osso de dinossauro fossilizado foi encontrado na Austrália” disse, em comunicado, Anthony Romilio, pesquisador responsável pelo artigo publicado na revista Historical Biology na última segunda-feira (10).

Em entrevista ao The Guardian, Romilio afirmou que pegadas fossilizadas desse tipo já foram encontradas em outras cidades da região, o que indica que os Anomoepus foram abundantes na região central de Queensland. As pegadas foram estudadas através de imagens em 3D e filtros de luz, revelando detalhes que não podem ser vistos à olho nu.

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Depois da descoberta, mais pegadas foram encontradas em outra pedra, que marcava a entrada do estacionamento da escola.

“Essa rocha é muito maior, com cerca de duas toneladas. Ela tem duas pegadas distintas deixadas por um dinossauro um pouco maior, andando sobre duas pernas com cerca de 80 cm de comprimento”, explicou Romilio. “Juntamente com uma amostra de uma terceira rocha que estava sendo usada como suporte para livros, obtivemos novas informações sobre o passado antigo dessa região.”

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