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Crânio de pterossauro encontrado no Paraná é o mais completo da espécie já descoberto

O fóssil vem do chamado Cemitério dos Pterossauros, na cidade de Cruzeiro do Oeste, e revela que a espécie poderia apresentar dimorfismo sexual.

Por Luisa Costa
19 dez 2022, 16h33 • Atualizado em 19 dez 2022, 17h10
  • Acredita-se que, a milhões de anos atrás, a região oeste do Paraná foi um grande deserto. Mas, em torno de áreas úmidas, viviam animais como o pterossauro Caiuajara dobruskii, com pelo menos dois metros de envergadura. Esses possíveis oásis formam uma área conhecida como Cemitério de Pterossauros, no município de Cruzeiro do Oeste, a 420 quilômetros de Curitiba.

    É o único depósito geológico em que paleontólogos já encontraram mais de uma espécie de pterossauro. É também onde se encontrou o crânio mais completo do Caiuajara dobruskii conhecido até o momento – e ele revela informações inéditas sobre a espécie, segundo um estudo publicado na última quinta (15) na revista Plos One.

    O Caiuajara foi o primeiro pterossauro brasileiro descrito fora da região Nordeste do país. Assim como os outros répteis voadores que aparecem no cemitério paranaense, ele habitou o planeta entre o meio e o fim do Cretáceo (período de 145 milhões de anos a 66 milhões de anos atrás). E a espécie poderia apresentar um fenômeno conhecido como dimorfismo sexual.

    Você sabe: diferente de suas parceiras, leões têm jubas e pavões têm caudas grandes e coloridas. Esse é o dimorfismo: quando os indivíduos de uma mesma espécie, machos e fêmeas, apresentam características físicas (não sexuais) bem diferentes entre si. No caso do Caiuajara, provavelmente existia uma diferença entre o crânio dos machos e das fêmeas – uma variabilidade na crista pré-maxilar.

    Quem levanta a hipótese são os autores do estudo recém-publicado. A equipe, formada por pesquisadores do Museu Nacional e de outras instituições de pesquisa, comparou o crânio que apareceu em escavações de 2014 com outros espécimes para chegar à conclusão.

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    “A qualidade do material e a quantidade de fósseis pertencentes à espécie Caiuajara dobruskii nos proporcionam uma rara possibilidade de entender como esses animais se desenvolviam ao longo da vida – e até mesmo imaginar como os machos se diferenciariam das fêmeas”, afirmou o paleontólogo Lucas Canejo em comunicado.

    Segundo o pesquisador, a análise do material revela informações às quais geralmente não se tem acesso em grupos extintos. Na maioria dos casos encontram-se indivíduos isolados de cada espécie – o que impossibilita comparações como as que foram feitas neste caso.

    Desde o início das escavações no Cemitério dos Pterossauros, em 2014, apareceram outras espécies além do Caiuajara: um lagarto (Gueragama sulamericana), duas espécies de dinossauros (Vespersaurus paranaense e Berthasaura leopoldinae) e outra espécie de pterossauro (Keresdrakon vilsoni), pertencente a uma família diferente do família do Caiuajara.

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