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Cientistas conseguem medir o “qualia” no cérebro

Ele determina as experiências sensoriais – e era considerado inacessível.

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
28 jul 2025, 10h00 •
  • As árvores têm a copa verde e o tronco marrom. Mas o verde e o marrom que você vê, quando olha para uma delas, são idênticos aos que as outras pessoas enxergam? É impossível saber: o máximo que podemos fazer é usar palavras para tentar descrever as cores.

    E isso vale para todas as experiências sensoriais: os tons das cores, o gosto da comida, as sensações de calor, frio, prazer, dor etc. são subjetivas, produzidas pelo cérebro, e não podem ser compartilhadas nem analisadas de forma concreta. A filosofia e a neurociência até têm um termo, qualia, para definir essas coisas imensuráveis.

    Mas, agora, uma experiência (1) conseguiu medir o qualia. Cientistas japoneses monitoraram o cérebro de 35 voluntários, usando uma máquina de ressonância magnética, enquanto eles viam nove cores (exibidas numa telinha). Resultado: os voluntários tiveram padrões parecidos, mas não idênticos, de atividade no córtex occipitotemporal ao enxergar cada uma das cores. A diferença entre uma pessoa e outra é o qualia.

    Fonte (1) “A neuroimaging dataset during sequential color qualia similarity judgments with and without reports”, T Hirao e outros, 2025.

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