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Camada de ozônio está se recuperando progressivamente, graças aos esforços globais

Protocolo de Montreal reduziu as emissões de CFCs e outros gases destrutivos em 99% desde 1987 – um exemplo de acordo ambiental bem-sucedido.

Por Bruno Carbinatto
2 nov 2025, 18h00 • Atualizado em 6 nov 2025, 18h29
  • Quarenta anos atrás, cientistas soaram um alerta vermelho sobre o buraco na camada de ozônio. Agora, um novo relatório revela que as medidas de mitigação adotadas desde então estão funcionando – e que a recuperação completa deverá ser atingida nas próximas décadas. 

    A camada de ozônio é uma região da atmosfera terrestre localizada entre 15 km e 35 km da superfície. Nesta faixa, o ozônio, formado por três átomos de oxigênio (O3), é encontrado em altas concentrações. A molécula tem um papel fundamental: bloqueia parte da radiação ultravioleta do Sol, funcionando como um grande “protetor solar” que protege a vida terrestre de danos (como câncer de pele em humanos, por exemplo).

    Em 1985, cientistas descobriram que havia um “buraco” na camada logo acima da Antártida, isto é, baixas concentrações de ozônio naquela região. Pesquisas posteriores mostraram que os culpados eram substâncias emitidas por atividades humanas, especialmente os clorofluorcarbonetos (CFCs). Essas moléculas estavam presentes em aerossóis de perfumes e inseticidas, em geladeiras e aparelhos de ar-condicionado e na produção de espumas; na atmosfera, o cloro reage com o ozônio, quebrando-o.

    Diante dos alertas da ciência, os países agiram. A principal medida foi adotada em 1987, quando nasceu o Protocolo de Montreal, acordo em que as nações concordaram em eliminar as emissões de CFCs, substituindo-os por outras moléculas. Desde então, a liberação dessas substâncias na atmosfera caiu 99%.

    Deu certo: um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial mostra que a camada de ozônio está em recuperação. Nos trópicos, ela deve voltar aos níveis registrados em 1980 até 2040, aproximadamente; no Ártico, se recuperará totalmente até 2045, e, na Antártida, onde a falta de ozônio é mais grave, até 2066.

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    É um exemplo notável de como a humanidade pode vencer desafios ambientais globais: cientistas identificam um problema, descobrem o culpado e propõem a solução, e as autoridades desenvolvem, em conjunto, um plano global para resolver o problema.

    “Apesar do grande sucesso do Protocolo de Montreal nas últimas décadas, esse trabalho ainda não está concluído, e ainda é essencial que o mundo continue monitorando de forma cuidadosa e sistemática tanto o ozônio estratosférico quanto as substâncias que destroem a camada de ozônio e seus substitutos”, disse Matt Tully, da Organização Meteorológica Mundial. 

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