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Aves desistem de migrar para ficar comendo lixo

As cegonhas costumavam voar até 3 mil quilômetros no inverno, em busca de comida - um hábito que lhes rendeu a fama de entregadoras bebês. Mas, assim como os humanos, elas estão trocando seus saudáveis hábitos tradicionais pelo de comer lixo.

Por Helô D'Angelo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
16 mar 2016, 13h45 • Atualizado em 11 mar 2024, 09h34
  • Seus pais provavelmente já disseram para você que a cegonha é a responsável por trazer os bebês. Se isso fosse mesmo real, a reprodução humana atual estaria sendo bastante afetada. De acordo com uma pesquisa da Universidade de East Anglia (UEA),  essas aves estão ficando viciadas em comer lixo – e deixando de migrar no inverno por isso. 

    Desde os anos 80, números cada vez maiores de cegonhas estão ficando na Espanha e em Portugal o ano todo, em vez de viajar para a África, onde é mais quente no período. É que elas se deram conta de que não precisam mais voar até 3 mil quilômetros para encontrar comida: as aves estão se alimentando de lixo em aterros abertos, uma fonte constante de alimento inclusive no inverno. O estudo mostra que a população de cegonhas na região cresceu cerca de 10 vezes, somando um total de 14 mil aves, um número que continua a crescer. 

    A energia que era gasta pelas aves nas longas viagens migratórias agora é usada na defesa dos ninhos em espaços privilegiados – quanto mais perto dos lixões estiver o ninho, mais cobiçado ele é pelas outras cegonhas. As aves também estão se reproduzindo mais cedo no ano, já que não precisam esperar pela primavera. 

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    Como se a situação não fosse trágica o suficiente, existe um outro problema. Recentemente, a EU Landfill Directives, órgão responsável pelos aterros na União Europeia, decretou o fechamento dos lixões a céu aberto e a sua substituição por aterros sanitários,  nos quais o lixo orgânico é enterrado. Segundo a pesquisa, isso pode causar ainda mais impacto no ciclo reprodutivo das cegonhas, forçando-as a se adaptar uma segunda vez. Muitas, indica o estudo, acabarão morrendo no processo.

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    No estudo, 48 aves foram monitoradas por GPS e suas posições foram transmitidas aos cientistas cinco vezes por dia. Cada posição determinava se os pássaros estavam parados, procurando comida ou chocando seus ovos. O aparelho foi desenvolvido na UEA com a ajuda da Universidade de Lisboa, da Universidade do Porto e do British Trust for Ornithology. É a primeira vez que os cientistas conseguem confirmar que as cegonhas estão formando ninhos e vivendo perto dos lixões durante o ano todo. 

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