Oferta Relâmpago: Super por 7,99

Atividade cerebral de atores muda quando eles “entram” no personagem

O córtex pré-frontal, associado à consciência de si mesmo, sai de cena quando alguém entra em cena.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 mar 2019, 20h38 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h04
Atividade cerebral de atores muda quando eles “entram” no personagem Priorizar nos meus resultados Google

Atuar consiste em fingir que você é outra pessoa. Mas até que ponto seu cérebro colabora com o fingimento? Será que ele é capaz de esquecer que você é você – e de fato deixa o personagem tomar conta? Ou será que ele se lembra o tempo todo de que seu verdadeiro eu está lá atrás, nos bastidores?

Para descobrir, psicólogos liderados por Steven Brown da Universidade McMaster, no Canadá, colocaram 15 estudantes de teatro (11 mulheres, 4 homens) em máquinas de ressonância magnética. No interior da máquina, havia uma tela, em que eram exibidas perguntas como “você entraria de penetra em uma festa?”, “Você contaria para os seus pais que está apaixonado?” ou “Você iria ao funeral de uma pessoa que você não gosta?”

O objetivo era fazer com que os atores respondessem mentalmente a essas perguntas de quatro perspectivas: da perspectiva deles próprios; da perspectiva de um amigo íntimo; da perspectiva de Romeu ou de Julieta e, por último, como eles mesmos novamente – só que agora imaginando a pronúncia da resposta com sotaque britânico, em vez do sotaque canadense natural para eles.

As ressonâncias mostram que quando os participantes respondiam às questões “entrando” nos personagens de Romeo ou Julieta, a atividade cerebral em uma região denominada córtex pré-frontal – associada à nossa consciência de nós mesmos – diminuía. Essa queda também foi verificada – ainda que em menor escala – quando eles respondiam como um amigo ou com o sotaque inglês.

Continua após a publicidade

Ou seja: quando um ator “entra” no papel, ele de fato deixa seu próprio senso de self de lado para encarná-lo de maneira mais convincente.

Para os pesquisadores, isso foi inesperado: “Nós imaginamos que haveria um aumento na ativação de algumas áreas na hora de incorporar um personagem”, explicou Brown, o líder do estudo, ao Independent. “Em vez disso, nos vimos a a ativação diminuir.” Em outras palavras, atuar bem não depende só de se concentrar ao máximo para ser outra pessoa – mas também ser capaz de esquecer de si mesmo.

Continua após a publicidade

 

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner laranja com ícone de árvore e raio, texto OFERTA RELÂMPAGO Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas Superinteressante e Veja, e um celular com aplicativo de notíciasBanner laranja com texto OFERTA RELÂMPAGO em destaque, acompanhado de um ícone de raio. Abaixo, Você pediu, a gente ouviu!. À direita, capas de revistas: Super, Veja e uma menor, Guia Quatro Rodas. No canto superior direito, um ícone de árvore estilizada
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Premium

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).