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6 técnicas do Estado Islâmico nas redes sociais

Por Redação Super
10 abr 2015, 18h03 • Atualizado em 4 set 2024, 09h11
  • Por Luiz Romero

    estado-islam

    Especialista em redes sociais, o Estado Islâmico utiliza serviços como YouTube e LiveLeak (para espalhar vídeos de decapitações e destruição de antiguidades), Twitter (para disseminar mensagens e imagens ameaçadoras) e SoundCloud (para divulgar mensagens em áudio de lideranças do grupo). A intenção da propaganda é assustar inimigos, tanto participantes do conflito na região, quanto países de outras regiões. Além disso, ajuda a recrutar novos soldados e reforça a existência do Estado Islâmico. Em matéria publicada em janeiro, mostramos algumas das estratégias digitais do movimento, das trincheiras de Síria e Iraque ao campo de batalha digital.

     

    1. Invasão online

    Na virada do ano passado, o então desconhecido Isis invade as cidades iraquianas de Fallujah e Ramadi. Usando a província de Anbar como base, o grupo começa a ocupação do Iraque. Em paralelo, divulga vídeos que detalham a invasão, mostrando desfiles de caminhonetes apinhadas de soldados armados.

     

    2. Vlog dos recrutas

    “As portas da jihad estão abertas”, convida um soldado, em inglês, numa mensagem de recrutamento. Esses vídeos são postados em sites como YouTube e LiveLeak, direcionados a estrangeiros que desejam guerrear na Síria e no Iraque. Recrutadores também usam o Ask.fm para responder dúvidas de potenciais combatentes.

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    3. Míssil na timeline

    Em junho, o movimento lança um aplicativo para Android, que permite ao grupo controlar contas de militantes no Twitter. Após a tomada da cidade de Mosul, os perfis inundam a rede social com mensagens ameaçando invadir Bagdá, a capital do Iraque. O Isis também utiliza o Twitter para divulgar imagens de armas e carros roubados dos soldados iraquianos.

     

    4. Revista digital

    Desde julho, o grupo produz uma revista digital, chamada Dabiq. Trata-se de uma publicação oficial do Estado Islâmico, escrita em inglês. Entre matérias e anúncios, afirma que o grupo trouxe “segurança e estabilidade” às cidades que ocupa. Também alerta médicos, engenheiros e advogados muçulmanos de sua “obrigação” de viajar para Síria e Iraque para integrar o movimento.

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    5. Carona na hashtag

    Em setembro, o jornalista britânico John Cantlie, refém do grupo desde 2012, começa a gravar um programa em que responde a críticas da mídia ocidental ao Estado Islâmico. Para divulgar esses e outros vídeos, os propagandistas do grupo usam hashtags populares no Twitter, como #WorldCup. Assim, seus posts aparecem mais nas buscas e fisgam até aqueles que queriam apenas ver um gol do Messi.

     

    6. Novas redes

    Em dezembro, o Estado Islâmico divulga um guia que explica como remover dados de localização que ficam escondidos em arquivos de foto. Nesse mesmo período, expulsos em massa do Twitter, o grupo inicia perfis na Diaspora, rede social mais difícil de ser monitorada. Em março deste ano, o grupo lançou o Khelafabook, uma versão do Facebook para o califado, que foi rapidamente derrubada,

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