De onde vêm as pedras usadas no curling?

No curling, esporte típico dos Jogos de Inverno, quase tudo gira em torno de uma pedra de cerca de 18 quilos lançada sobre o gelo em direção a um alvo.

O que pouca gente sabe é que as pedras usadas em competições oficiais vêm de apenas dois lugares do mundo: Ailsa Craig, na Escócia, e Trefor, no País de Gales.

Nos Jogos Olímpicos, a maioria das peças é feita com granito da ilha escocesa de Ailsa Craig, um recurso geológico raro e limitado.

Esse granito se formou há cerca de 60 milhões de anos, quando o magma esfriou lentamente sob a superfície, criando uma rocha densa e estável.

A base da pedra, que desliza sobre o gelo, é feita de um tipo de granito com grãos finos e baixa absorção de água, o que evita rachaduras.

Já a lateral, que sofre impactos constantes durante o jogo, utiliza uma rocha diferente, mais resistente a colisões repetidas.

A extração de rochas em Ailsa Craig foi praticamente interrompida após a ilha se tornar santuário de aves marinhas. Hoje, usam-se estoques antigos e peças reaproveitadas para o curling.

A fabricação das peças é quase artesanal, feita por uma empresa escocesa. Cada pedra é esculpida e polida individualmente, podendo durar décadas.

Tentativas de substituir o granito por materiais sintéticos falharam. A estrutura natural da rocha é essencial para garantir precisão e previsibilidade no gelo.